Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 02/11/2020
A Revolução Industrial iniciada no século XIX ocasionou um aumento na produção automobilística. Entretanto, com esse crescimento, consequentemente, surgiu uma nova forma de violência: trânsito. Apesar do lapso temporal, percebe-se que a violência no trânsito conrinua sendo um problema persistente no Brasil. Isso ocorre devido à negligência governamental, que não promove medidas efetivas para a diminuição das infrações violentas no trânsito, juntamente com a falta de consciência da população. Assim, torna-se imprescindível a discussão dessas problemáticas, que são um desafio não só para o poder público, mas também para toda a sociedade.
Em primeiro lugar, pode-se afirmar que a inoperância governamental contribui para a manutenção da violência no trânsito. De acordo com o filósofo contratualista John Locke, essa configuração é uma violação no ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre com o seu dever de garantir o direito à segurança para a população, previsto na Constituição brasileira. Dessa forma, essa insuficiência de ações estatais, como a ausência de fiscalização de leis do Código de Trânsito Brasileiro, resultam na persistência de atos violentos no trânsito, e, por conseguinte, motoristas afetados são prejudicados, e infratores não são punidos.
Em segundo lugar, é valido ressaltar a falta de consciência da população como uma das causas para a permanência de delitos no trãnsito. Segundo pesquisas do Departamento de Trânsito (DETRAN), o principal fator da violência no trânsito é a falta de consciência dos motoristas. Visto isso, é nítido que se torna necessário um aprendizado voltado para motoristas de como agir de forma consciente no trânsito. Logo, é importante superar esses obstáculos a fim de impedir a continuidade de violência no trânsito.
Portanto, são essenciais ações que demonstrem a importância do combate à violência no trânsito. Para isso, o Ministério da Justiça, por meio da Polícia Rodoviária Federal, por intermédio de subsídios arrecadados de impostos, deve promover operações com abordagens e fiscalizações de veículos em rodovias federais, com o intuito de diminiur a violência no trânsito,e punir criminosos. Além disso, os Departamentos de Trãnsito estaduais devem incluir na grade curricular de autoescolas, palestras sobre consciência no trânsito, com especialistas, tendo o objetivo de informar futuros motoristas sobre a importância de condutores serem mais conscientes. Somente assim, a violência que se iniciou na Revolução Industrial com o aumento da produção automobilística, será atenuada.