Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 13/10/2020
No Futurismo, vanguarda europeia proposta por Felippo Marinetti, as locomotivas eram representadas em formas de movimento trazendo a violência e a velocidade como ruptura e fragmentação dos moldes passados . Análogo ao apresentado, a violência no trânsito representa não apenas uma transgressão de leis, mas também, um risco unânime para a população, uma vez que, fragmenta vidas. Nesse sentido, configura-se um quadro alarmante, devido a falta de responsabilidade na condução de veículos e consequentemente exposição aos perigos, em especial a parcela jovem, nos quais estão em maior atividade tanto na posição passageiros, quanto condutores.
Em primeira análise, vale ressaltar que a correria cotidiana deturpam mentes humanas. Segundo o sociólogo Caio Prado Júnior, o Brasil é um grupo de pessoas que não se conectam. Assim, em paralelo ao exposto, reflete-se o drama vivenciado no trânsito brasileiro, no qual o congestionamento ou espera de liberação de semáforos, por exemplo, pode simplesmente culminar em imprudência total dos volantes, ausentando uma preocupação maior com o próximo . Dado que, frente ao desrespeito com leis e pessoas, é comum deparar-se com xingamentos, batidas e até mesmo atropelamentos. Dessa forma, sequencia a um processo que pode ocasionar sérios danos aos envolvidos, que em maioria dos casos, são inocentes frente a tais barbáries.
Outrossim, cabe salientar que a alavanca para o crescimento do Brasil encontra-se em risco. Sob essa lógica, é pertinente destacar que a pirâmide de desenvolvimento brasileiro está em transição, ou seja, no auge da PEA, população economicamente ativa, na qual compreende a comunidade jovem. Entretanto, conforme a OMS, Organização Mundial de Saúde, acidente de trânsito é a principal e maior causa de morte entre os jovens. Nessa óptica, a agressividade nas vias corresponde um entrave de preocupação majoritária, visto que, pode ocasionar tanto uma perda terrivelmente sentida, quanto um prejuízo para o futuro do país, abarcando um vazio sem concretização de causas.
Logo, cabe ao DETRAN, junto ao Poder Público e à Mídia, solucionarem a atual conjuntura. Ao primeiro, cabe reforçar a fiscalização, por meio de disposição de agentes nas vias sinalizando a postura correta dos motoristas, como o respeito e a velocidade adequada nas faixas, para assim, evitar situações indesejáveis. Ainda com o Detran, deve aliar-se ao Poder Público, para estender as passagens, por meio da construção de mais vias nos locais onde há maior fluxo e concentração de pessoas, para assim, ausentar congestionamentos e possíveis acidentes. Por fim, cabe à Mídia, dispor de ações educadoras de tráfego, por meio de anúncios chamativos e apelativos, ensinando leis e regras , para uma melhor melhor postura e uma maior conscientização.