Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 12/10/2020

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada a história de uma sociedade perfeita, sem problemas sociais. Entretanto, ao analisar-se o cenário brasileiro, pode-se perceber que tal obra é apenas ficção, visto que o país sofre um grave problema social, que é a violência no trânsito. Esse fato é grave, pois é decorrente da ineficácia estatal, aliada à falta de diálogo sobre o assunto nas escolas.

Antes de tudo, é válido destacar que o uso da violência para a resolução de determinadas situações é sempre uma má decisão, pois, conforme o pensador francês Sartre, “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Assim, a absurda e inaceitável omissão do Estado para criar medidas que visam educar os condutores de veículos  sobre uma resolução pacífica de problemas é um forte contribuinte para os altos índices de violência no trânsito.

Outrossim, a não abordagem da temática pelas escolas é outro fator  que coopera para a perpetuação da problemática. Consoante a isso, segundo o pensador alemão Arthur Schopenhauer, “Os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que o cerca”. Desse modo, pode-se compreender que a ausência de discussão, nas escolas, sobre ética e comportamento no trânsito faz que os cidadãos tenham comportamentos medievais nas adversas situações que possam ocorrer na condução de automóveis no tráfego brasileiro.

Diante do exposto, o governo federal deve, por meio de parcerias com as empresas emissoras de conteúdos, criar campanhas educativas nos meios de comunicação, rádio e televisão, sobre comportamento consciente na condução veículos e na resolução de problemas, a fim de garantir a pacificidade no trânsito brasileiro. Além disso, deve, por meio do Ministério da Educação, incluir a disciplina de ética no trânsito no currículo escolar brasileiro, com o fito de não só tornar a história de Thomas More realidade, mas também de formar cidadãos conscientes.