Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 12/10/2020
Com o desenvolvimento do modelo capitalista no Brasil, houve um aumento da população do país e da desorganização política o que, consequentemente, elevou o índice de acidentes automobilísticos nas cidades brasileiras e ocasionou na criação das Leis de Trânsito. Porém, é perceptível que essas leis não são devidamente respeitadas, visto que o país é o quinto mais violento no tráfego de automóveis, segundo a Organização Mundial da Saúde. Portanto, é válido afirmar que a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e o uso indevido de aparelhos de comunicação contribuem para a perpetuação desse cenário.
Cabe mencionar, em primeiro plano, que o grande índice de violência no trânsito deve-se a irresponsabilidade dos condutores em dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas o que, por conseguinte, compromete a segurança pública. Segundo a Lei Seca, aprovada em 2008, é proibido dirigir embriagado e quem fizer tal ato estará sujeito a punição. Contudo, a embriaguez ao volante continua sendo uma das principais causas de acidentes automobilísticos no Brasil, conforme aponta a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, cabe ao Estado aplicar essa lei mais rigidamente na sociedade.
Em segunda análise, vale ressaltar o uso de aparelhos de comunicação ao volante como um dos fatores determinantes para a violência no trânsito, pois a alienação momentânea pode provocar sérios acidentes e, por consequência, mortes. Dessa forma, ao verificar o aparelho eletrônico, a atenção e os reflexos das pessoas diminuem, conforme Paulo Renato Jotz, diretor de makerting da Creare Sistemas.. Portanto, a utilização de eletrônicos durante o tráfego é extremamente arriscado para todos e deve ser combatido com urgência pelo Governo Federal.
Portanto, é necessário que medidas de prevenção à violência no trânsito sejam tomadas para ameniza-la no âmbito brasileiro. Dessa forma, o Ministério Público deve, por meio de verbas governamentais, promover um vínculo entre as áreas educacionais e de saúde para realizarem uma reeducação aos jovens nas escolas, a fim de conscientizá-los sobre as devidas precauções que devem ter para evitar acidentes automobilísticos e assim formar uma sociedade mais segura. Portanto, o Estado precisa disponibilizar debates administrados por profissionais nas redes de ensino público, para que assim todos os estudantes obtenham as informações necessárias de forma eficiente.