Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 14/10/2020

A violência no trânsito tornou-se uma das grandes responsáveis pelo crescimento da mortalidade brasileira a partir da popularização dos automóveis e expansão das rodovias e estradas no país. Há vários fatores, os quais poderiam explicitar os motivos de o Brasil ter atingido taxas tão alta desse tipo de violência, mas a frágil educação sobre o trânsito e a flexibilidade das fiscalizações e leis de tráfego urbano se fazem mais proeminentes. Superar essa realidade é o desafio.

A falta de importância com que a educação no trânsito é submetida, demonstra a fragilidade do sistema de segurança nas rodovias e eleva o Brasil há taxas preocupantes sobre a violência envolvida. Paralelamente à isso, têm-se a frase de Nelson Mandela, o qual refere-se a educação como a arma mais poderosa para mudar o mundo. Em suma, a educação está diretamente ligada a subversão de quadros nocivos, o que pode ser exemplificado com o Reino Unido, Japão e Noruega, cujos países apresentam uma das menores taxas de violência no trânsito e a educação sobre o tráfego é discutida seriamente desde a infância. Dessa forma, é possível observar a relação direta entre uma educação eficiente e um trânsito seguro.

Ademais, destaca-se a precária fiscalização e as punições brandas aplicadas aos imprudentes como uma das principais causas para o aumento da violência no trânsito. Isso é exemplificado pelos números altos de mortalidade no tráfego, com cerca de 30.000 mortes em rodovias e estradas apenas em 2019 de acordo com o Portal do Trânsito, sendo os picos em datas como Carnaval e feriados e ao mesmo tempo, são os períodos em que a fiscalização mais encontra dificuldades, seja pela falta de profissionais e aparelhos, seja pela baixa verba destinada a esse setor. Concomitante, têm-se a baixa punidade para os imprudentes, os quais geralmente são liberados com pagamento de fiança e serviços comunitários, contribuindo para a reincidência das infrações. Desse modo, nota-se a falência do sistema estrutural relacionado ao trânsito.

Portanto, as taxas altas de imprudência e mortalidade no trânsito são consequências diretas da carência de educação e de uma infraestrutura desfavorável. Diante disso, o Ministério da Educação e as escolas devem inserir palestras e debates mensalmente nas atividades extracurriculares acerca da violência no trânsito, por se tratar de uma das maiores causas de mortalidade no país, sendo executadas por profissionais da área. Além disso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve investir em fiscais e equipamentos, principalmente em datas festivas, a fim de evitar debilidades na capacidade de suporte das fiscalizações, e garantir a aplicabilidade das leis com punições mais sólidas de forma a evitar-se a reincidência. Dessa maneira, a violência no tráfego será minimizada.