Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 14/10/2020
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é caracterizada pela ausência de problema. No entanto, a realidade retratada pelo Brasil contemporâneo é oposto àquela imaginada pelo autor, na qual a violência no trânsito dificulta na construção de país melhor. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto da omissão estatal e da influência das mídias digitais.
Com efeito, no contexto relativo a violência no trânsito, pode-se citar que no século XX, a escola de Frankfurt já abordava sobre a “ilusão de liberdade” do mundo contemporâneo, afirmando que as pessoas eram controladas pela “Indústria Cultural” disseminada pelos meios de comunicação em massa. Atualmente, é possível traçar um paralelo com essa realidade ao investigar os meios de comunicação pode facilitar a compreensão de lacunas no processo de disseminação e educação sobre os comportamentos agressivos no trânsito. Bem como, os comerciais televiso que incentivam determinados comportamentos como o consumo de álcool, na qual é uma das grandes causas das brigas de trânsito. Essa situação é intensificada na falta de abordagem desse assunto e campanhas auxiliadoras.
Outrossim, é válido destacar que displicência na omissão estatal contribui para a desordem. Dessa forma, para o jornalista Gilberto Dimenstein, tal fato é transcrito nas ideias de “Cidadãos de Papel” uma vez que os direitos figuram tão somente na teoria e não na prática, como o direito à segurança no trânsito, previsto no artigo 5 da Constituição. Dessa forma, é importante salientar que essa má atuação no Estado provoca o acesso desigual a aos direitos humanos e, consequentemente, garante a condição de subcidadania.
Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar o problema. Diante disso, cabe as grandes mídias- formadoras de opiniões públicas - a criação de uma campanha publicitária nas redes sociais, com postagens permanentes para pressionar os poderes públicos com os perigos das brigas de trânsito. Além disso, as escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre a influência da mídia no comportamento do trânsito, tanto no ambiente doméstico quanto estudantil, por meio de palestras socioeducativas, por intermédio de psicólogos e professores, que falem acerca dos cuidados, com o intuito de desenvolver, desde a infância, a consciência nos perigos. Assim, o Brasil se aproximará dos pensamentos de More.