Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 03/12/2020

O Governo de Juscelino Kubitschek teve como um de seus marcos a introdução de indústrias automobilísticas, ocasionando o início de uma sociedade moderna e o trânsito de automóveis pelas estradas do país. De modo análogo, hodiernamente, o trânsito brasileiro sofre diariamente consequências de sua desorganização, como a violência entre os motoristas, levando a ocorrência de brigas e acidentes fatais. Nesse contexto, assegura-se a escassez de políticas públicas e o bom senso de indivíduos da sociedade, como pilares da problemática. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude, pelos prejuízos que traz a sociedade.

Em primeiro plano, é importante mencionar a deficiência em projetos públicos como impulsionador  para a violência. Nessa linha de raciocínio, é pertinente citar as ideias do filósofo contratualista John Locke, segundo ele, a intervenção do Estado é fundamental para assegurar a todos os cidadãos de forma segura e eficaz. Com base nisso, interpreta-se, que, a falta de aplicabilidade das leis de trânsito  existentes ocasiona a violência entre os que circulam nas rodovias. Sendo assim, com a falta de fiscalização ativa nas estradas, muitos motoristas acabam infringindo as regras, sabotando aquilo que foi aprendido ao retirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), gerando atritos entre os motoristas. É notório, então, que a desordem no trânsito é um malefício social e necessita de medidas extintivas.

Outrossim, é válido destacar a falta de bom senso do cidadão como um fator que ocasiona o mal comportamento no trânsito e, por consequente, a violência. Para compreender melhor essa ideia, é oportuno mencionar o que defende o filósofo William James, o qual assevera: “O ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental”. Infere-se, assim, que, os casos de violência verbal, física e acidentes, muitas vezes são causados pela atitude intolerante dos motoristas, sem respeitar o espaço do outro, agem com ignorância e ira, fazendo com que haja agressividade nas estradas. Dessa forma, é importante a mudança de atitudes destrutivas para mudar esse cenário na sociedade.

Diante do exposto, medidas são necessárias para mitigar a violência no trânsito no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Infraestrutura, por intermédio de frotas regulares de fiscalização, atuem na prevenção de casos de agressividade no trânsito nas estradas, a fim de garantir a harmonia entre motorista, pedestres e passageiros. Ademais, cabe as Organizações Não Governamentais (ONGs), realizar a entrega de panfletos nas ruas que abordem as consequências das ações destrutivas  e a importância de respeitar uns aos outros, no intuito de minimizar ações impetuosas no trânsito brasileiro. Sendo assim, poder-se-á minorar ações violentas na conjuntura brasileira.