Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 15/10/2020

A violência no Trânsito é uma relação social de imposição, na qual os agentes atingem fisicamente outro ser humano por intermédio de um meio de transporte. Esta está associada, por exemplo, ao uso de celular ao volante, dirigir alcoolizado, dirigir colado na traseira do carro à frente, excesso de velocidade, não usar corretamente a seta e não usar o cinto de segurança. Além disso, a falta de infraestrutura nas estradas também é um agravante para o aumento desta violência. Assim, vê-se que a violência no trânsito deve ser combatida, para que haja uma maior segurança social.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o 5° país mais violento no trânsito. O Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), diz que são 160 mortes por dia em todo o país. Desse modo, é evidente que, com esses graves casos, outros órgãos, como a saúde e a economia, sofreram, pois os Estado precisa aplicar mais dinheiro do Produto Interno Bruto (PIB) para fornecer meios de reparos aqueles que passaram por algum trauma. Logo, a violência no trânsito, assim como todas as outras violências, é uma questão social pertinente que, se não solucionada, gera grandes danos na sociedade.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), no Brasil, cerca de três quartos (73%) de todas as mortes no trânsito ocorrem entre jovens do sexo masculino com menos de 25 anos, e são eles os que possuem quase três vezes mais chances de morrer em acidentes. Com isso, vê-se que características típicas da idade como, testar os próprios limites, ousadia e o desejo de quebrar barreiras e inovar, podem ser pontos negativos quando ligados à imprudência. Consequentemente, a OMS elaborou o ``Maio Amarelo´´, que visa chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito e, com isso, efetivar a discussão do tema e o engajamento de ações. Portanto, nota-se que é fundamental a intervenção, a criação e a ampliação de medidas que visem a solução.

Decerto, é dever do Estado e dos órgãos cabíveis intervir. O Estado, junto ao Conselho Nacional de Trânsito (CETRAN), deve ampliar o número de radares em rodovias e estradas, a fiscalização com o uso da Lei Seca e exigir que as fábricas de automóveis ampliem seus métodos de segurança nos veículos, para que seja cobrada a responsabilidade adequada de cada cidadão, fornecendo-lhes, ao mesmo tempo, a segurança. Soma-se a isso, as reformas de estradas, ciclovias, sinalizações e ajustes em transportes públicos, buscando fornecer a todos ruas, rodovias e ciclovias aptas. Ademais, a mídia e o Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transporte (ICETRAN) devem prover a educação no trânsito em centros de ensino, redes sociais e propagandas, a fim de orientar sobre os comportamentos adequados. Destarte, a violência no Trânsito conseguirá quedas satisfatórias.