Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 18/10/2020
No filme “Cópias – De Volta à Vida“, o personagem Will Foster perde tragicamente sua família em um acidente de carro, algo que lhe deixa extremamente determinado a terminar sua pesquisa: transferir da consciência humana para um hospedeiro robótico. Tal fato pode ser um sonho para muitos brasileiros já que, segundo a OMS, o Brasil é o 5° país mais violento no trânsito no mundo. Por consequência, os índices de mortes por acidentes são elevados, seja pela imprudência dos motoristas ou pela má condição das estradas.
Em primeiro plano, é visível a insensatez de grande parte dos condutores, que, além de desrespeitarem as normas de trânsito(como beber logo antes de dirigir), são impacientes e muitas vezes, violentos àqueles honestos. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, as causas mais comuns de acidentes com morte são a desatenção do motorista, excesso de velocidade, ingestão de álcool, desobediência à sinalização e ultrapassagens indevidas. Cerca de 90% das colisões fatais são causadas por erro humano. Além disso, há também por parte dos pedestres uma falta de consciência que, assim como os motoristas, atravessam a rua sem olhar os dois lados ou ignoram o semáforo de pedestres, por exemplo.
Simultaneamente, há um grande índice de letalidade no trânsito devido à condição precária das rodovias nacionais. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes, a má condição das pistas é uma das principais causas de acidentes, responsável por, além de fazer vítimas, gerar, em um ano, um prejuízo de quase R$ 16 bilhões. Então, certamente, em um conjunto com alguns maus hábitos dos motoristas, esse fator pode ser um dos mais letais em uma pista.
Portanto, pode-se inferir que há um conjunto de fatores que justificam tais elevados índices de morte, seja ele vindo de um individual ou mesmo estrutural. Logo, para diminuir essas estatísticas, o Departamento Nacional de Trânsito, em conjunto com o Governo Federal deveriam investir na estrutura das estradas e promover campanhas de conscientização para a população, podendo elas serem por meio de palestras, comerciais na TV ou até mesmo outdoors nas ruas. Desse modo, a pesquisa da OMS poderá no futuro, mostrar o Brasil como um dos países mais seguros para trafegar.