Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 19/10/2020
Discussões, brigass, mortes. Essas são questões que caracterizam a problemática da violência no trânsito em debate no país. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil está presente entre os cinco países mais violentos no trânsito. Uma vez que a situação é atual, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de diálogo e das consequências da modernidade líquida.
Em primeira análise, a falta de diálogo entre os motoristas, mostra-se como um dos desafios da resolução da questão. Visto que, quando ocorre um acidente, ao contrário dos indivíduos conversarem e manterem a calma, eles se estressam e começam a brigar e a ofender o outro cidadão. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Ou seja, os problemas resolveriam-se com mais conversas.
Além disso, na obra “modernidade líquida” Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em consequência disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre as situações de violência no trânsito, funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Como solução é preciso que o governo, este responsável pelos direitos coletivos, em parceria com as escolas, promovam um espaço de debates sobre a violência no trânsito e a falta de diálogo no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e especialistas no assunto. Alem disso, não devem se limitar aos alunos, mas ser aberto à comunidade. A fim de que mais pessoas compreendam sobre o assunto e tornem-se cidadãos mais atuantes em busca de resoluções na sociedade.