Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 23/10/2020

“Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos”. Essa afirmação do dramaturgo inglês Oscar Wilde pode ser facilmente relacionada com a violência no trânsito no Brasil, uma vez que o corpo social foi criado para ignorar as necessidades do próximo. Tal realidade é fruto inegável da negligencia governamental, os quais não priorizam a problemática. Assim, entre os fatores que contribuem para aprofundar esse quadro, pode-se destacar a má educação escolar e os moldes capitalistas.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a precariedade da educação escolar, aliado ao negligenciamento do Governo, agravam as brigas no trânsito. Esse panorama é decorrente da negação da área educacional, visto que não visa necessidade em debater os malefícios dos comportamentos impulsivos e violentos que acontecem no tráfego de veículos automotores. Tal enunciado está em paralelo com o pensamento do filósofo alemão Immanuel Kant, para quem “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, comprovando que quando o governo oferece uma boa educação é possível combater a violência no trânsito.

Além disso, é importante observar que a mentalidade capitalista, somada com a negligência governamental, solidifica a impetuosidade no tráfego de automóveis. Irrefutavelmente, essa situação acontece porque o avanço capitalista no tecido social contribui na cristalização do individualismo no trânsito, visto que ao reproduzirem o discurso de que “tempo é dinheiro”, todos querem ter preferência na pista para serem mais ágeis. Essa realidade pode ser exemplificada pelo escritor Millor Fernandes, para quem “o dinheiro não é só facilmente dobrável como dobra facilmente qualquer um”, uma vez que discutem no trânsito em troca de uma maior lucratividade.

Diante do exposto, é importante perceber que a violência no trânsito tem origem na negligência do Governo. Portanto, para solucionar essa problemática é necessário que o Governo Federal, por meio de um decreto, crie um plano nacional de combate à brigas no tráfego de veículos automotores. Esse programa teria como finalidade propor junto ao Congresso a criação de leis que alterassem os Parâmetros Curriculares Nacionais de ensino fundamental e médio, para incluir debate sobre comportamentos impetuosos no trânsito, com objetivo de dar habilidade ao jovem de compreender a problemática em torno desse fato.