Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 22/10/2020

A partir do governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), que contou com com grande aplicação de capital à indústria automobilística e à construção de estradas, o modal de transporte rodoviário passou a ser amplamente utilizado no Brasil. Hoje, percebe-se uma intensificação da violência no trânsito no país. Decerto, a problemática está relacionada à educação, à ausência de planejamento urbano e de fiscalização e ao congestionamento.

A princípio, deve-se reconhecer a conjuntura atual da nação. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2018, cerca de 7% da população era analfabeta. Dessa forma, a falta de investimentos governamentais na educação pública não só precariza o sistema de ensino, mas também impede seu acesso à totalidade de indivíduos que o necessitam. Consequentemente, o motorista desconhece seus deveres como cidadão e minimiza a importância das regras, colocando em risco a si mesmo e aos outros passageiros.

Ademais, o aumento da frota de veículos e o crescimento urbano desorganizado ao longo da história do Brasil impacta diretamente os viajantes, uma vez que agrava o engarrafamento das ruas. Além disso, a fiscalização insuficiente por parte das autoridades abre espaço para a prática de imprudências. Dessa maneira, é necessário enfatizar que a violência no trânsito abrange, também, as agressões verbais entre os motoristas - os comportamentos agressivos são motivados pelo engarrafamento e podem causar desastres.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal deve investir maior parcela dos impostos na educação pública, a fim de prover maior conhecimento à população em relação às leis de trânsito e aos deveres contidos na Constituição de 1988. Além do mais, o mesmo deve incentivar transportes coletivos, por meio da diminuição dos preços das tarifas de ônibus e de metrô, para amenizar o trânsito. Assim, haverá diminuição significativa no número de na gravidade dos acidentes.