Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 25/10/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo do desenvolvimento, encontra obstáculos em sua caminhada. Esse cenário antagônico é fruto tanto da má mobilidade urbana, quanto da indisponibilidade de transportes em massa necessários. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Além disso, a violência no trânsito em debate no Brasil, encontra terra fértil no individualismo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zigmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, é preciso olhar para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da violência no trânsito em debate no Brasil funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Em contraste é imperativo ressaltar os acidentes de trânsitos, como maiores causadores de mortes, falta de atenção, velocidade incompatível e defeitos mecânicos em veículos como promotores do problema. De acordo com a OMS (Organização Mundial Saúde), o Brasil é o 5 país mais violento no trânsito do mundo, isso se caracteriza pela imprudência e negligência dos motoristas. Dessa forma, retarda a resolução do empecilho, já que a violência contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Desse modo, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde (mortes), IBGE (população) e Denatran (frota), será revertido em apoio ao motoristas e pedestres, orientando sobre os riscos, da falta de atenção, como também reduzir a velocidade quando estiver próximo a um cruzamento entre outras orientações. Desse modo, atenua-se, em média e longo prazo, impacto nocivo da violência no trânsito.