Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 24/10/2020
É fato, que com a avanço do capitalismo, a maneira com a qual o tempo é utilizado pode refletir na produção de um indivíduo na rotina de seu emprego. Tal realidade gera em toda a sociedade um sentimento de imediatismo, o qual afeta a forma de viver, de socializar e de locomover da população. No que concerne ao transporte, em especial no Brasil, é notório que os motoristas e mesmo os pedestres se movimentam cada vez com mais pressa e, devido a esta necessidade por velocidade, a tolerância no trânsito diminuiu, acarretando em conflitos que terminam em atos de violência. Nesse sentido, é necessário analisar os aspectos culturais e educacionais que criam esta problemática.
Em primeira análise, é perceptível que o individualismo presente no modo de pensar do brasileiro é responsável pela falta de paciência dos motoristas. Em um episódio da animação americana ´´Rick and Morty``, um planeta que vivia em guerra alcançou a paz quando desenvolveu uma consciência coletiva. Sendo assim, só é possível diminuir a violência, se cada indivíduo assumir responsabilidade pela segurança daqueles com quem convive, entretanto, no Brasil é presente a indiferença que faz cada pessoa ser ajuizada apenas pela própria vida. Deste modo, não há carência em se preocupar, enquanto dirige, com a integridade física alheia, desde que alcance seu destino dentro do tempo estipulado.
Em segunda análise, torna-se notório a ausência de conhecimento, por parte da população, das consequências de não se respeitar as leis de trânsito. Segundo o filósofo Sócrates, ´´só age erroneamente quem não conhece a verdade``, no caso do Brasil, não é ensinado nas instituições de ensino a postura correta perante as regras de circulação, além de não haver conscientização do impacto que desrespeita-las pode causar, assim aumentando as situações de conflito, que podem ser geradas por acidentes, ou mesmo erros cometidos por transeuntes. De acordo com a Guarda Municipal de Itapetininga (SP), 90% dos acidentes são ocasionados por imprudência dos motoristas ou pedestres. Tal fato evidência o descuido decorrente da ignorância brasileira, a qual é gerada pela negligência das escolas.
Tendo tudo isto em vista, cabe ao ministério da educação, liderado pelo ministro Milton Ribeiro, em ação conjunta com a guarda municipal, fazer palestras, as quais ensinariam sobre leis de fluxo de automóveis, bem como a responsabilidade que motoristas e pedestres devem ter ter no cotidiano, as quais seriam apresentadas em instituições de educação básica e, também, com ampla divulgação nos meios de imprensa. Desta maneira, fazendo com que os jovens cresçam conscientes de seus deveres e que desenvolvam respeito pelas regras de circulação, tendo como resultado final a diminuição da violência no trânsito.