Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 25/10/2020
Na obra “A Cidade do Sol”, do escritor italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a violência no trânsito apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Diante disso, cabe pontuar tanto a falta de uma fiscalização mais eficiente quanto o descuido dos motoristas como fatores desse contexto, a fim de revertê-los.
Nessa perspectiva, é válido analisar a ineficiência governamental, no que concerne à inspeção do tráfego brasileiro. À vista disso, segundo Hobbes, o Estado é responsável por assegurar o bem-estar social, ou seja, segurança, tranquilidade e conforto. Entretanto, no país tal atitude não é verificada devido à baixa ação das autoridades, no que tange à contratação de fiscais de trânsito. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que a ignorância do condutor atua como promotor desse óbice. À luz dessa ideia, de acordo com Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Não há como negar, portanto, que a imprudência e o egoísmo dos motoristas, ao desobedecerem as leis de trânsito, colocam a vida dos pedestres em risco de morte. Dessa forma, colaboram para a perpetuação desse quadro deletério.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse impasse. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover ações voltadas para a contratação de policiais de trânsito. Tal atividade deve ser executada por meio do Departamento Nacional de Trânsito com a abertura de concursos públicos para aumentar a frota de agentes, com a finalidade de minimizar as divergências no fluxo de veículos. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja assimilada.