Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 26/10/2020
A vanguarda europeia futurista centralizou em suas obras os avanços científicos, principalmente no que se refere ao setor automobilístico, exaltando valores como a velocidade e a boa movimentação. Entretanto, a realidade brasileira não se enquadra no trânsito que fora idealizado, uma vez que, ele possui a violência como uma de suas características. Tal conjuntura ocorre em virtude não só da estrutura caótica de locomoção das urbes, mas também pelo caráter individualista de muitos condutores, essa problemática é urgente de mitigação.
Em primeira análise, é imperioso ressaltar que o ambiente estressante no qual os motoristas são inseridos nas grandes cidades colabora com a impaciência e possível atos violentos no tráfego. Consoante a isso, a ilustração “Happiness”, produzida por Steve Cutss, satiriza o ódio humano nas ruas engarrafadas na figura de ratos raivosos e brigões. Nesse sentido, percebe-se que caso nenhuma reforma de coordenação seja feita no deslocamento citadino a tendência natural é a demora na locomoção e a superlotação das rodovias ocasionada pela retrógrada maneira de alternar os sinais verde e vermelho de forma a atrasar o trânsito. Esse contexto favorece o esgotamento do indivíduo no meio rodoviário e pode o deixar agressivo.
Além disso, o pensamento egoísta de muitos brasílicos no âmbito automobilístico estimula o desrespeito com as outras pessoas pelo descumprimento da legislação de mobilidade. Nesse viés, o movimento “Maio Amarelo” publicou um gráfico no qual é notória a redução de mortes dos pedestres após a publicação do Código de Trânsito Brasileiro, pois nele a prioridade é o personagem referido. Dessa maneira, obtém-se a máxima de que vários brasileiros só possuem empatia quando submetidos a possíveis punições e não somente por instinto próprio. Por conseguinte, ações que podem provocar a violência como atravessar o sinal vermelho ou não acionar a seta, não raro. são ignoradas pela baixa penalidade que oferecem.
Depreende-se, portanto, a necessidade de otimizar o tráfego na sociedade canarinha para combater atitudes violentas. Para isso, cabe ao Departamento de Trânsito de cada estado, responsável por organizar a mobilidade urbana, ordenar os semáforos , por meio da “onda verde”, na qual vários sinais iguais se repetem , a fim de gerar rapidez aos veículos e diminuir o determinismo de caos do ambiente sobre o condutor. Ademais, cabe ao Poder Legislativo ponderar sobre o aumento dos pontos descontados por infrações corriqueiras das leis de trânsito, no intuito de que seja mais temoroso ter rigor a constituição e promover uma conduta altruísta. Assim, depreende-se que a beleza e potência explanada pelos futuristas seja mais próxima a realidade das cidades no Brasil.