Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 30/10/2020

No limiar do século XXI, a segunda Revolução Industrial trouxe um aumento do fluxo de pessoas migrando para as cidades e consequentemente um crescimento no trânsito nas áreas mais povoadas. No entanto, o trânsito desordenado ainda é uma realidade no Brasil, ocasionando diversas situações de violência causadas várias vezes pela imprudência e intolerância dos motoristas que geram altos índices de mortalidade. Nesse contexto, não há dúvidas de que a falta de engajamento político-social, deixa a situação ainda mais crítica.

De início, é importante ressaltar que nas rodovias brasileiras são onde se concentram o maior número de casos de mortes, e  onde acontecem os maiores engarrafamentos, que levam uma carga de impaciência e estresse para os condutores, uma vez que esses podem estar sem tempo para chegarem aos seus compromissos, acabando por provocarem brigas e desentendimentos com as outras pessoas ali presentes. Desse modo, estudos realizados pelo DPVAT mostraram que são registradas 150 mortes por dia em todo o país, e outro levantamento feito pelo Instituto Sangari nos últimos 15 anos, apontou um aumento na taxa de mortalidade em 846% em acidentes de moto e apenas 58% de carros.

Em decorrência disso, cabe reconhecer como as consequências dessa problemática age nos indivíduos. Sob esse espectro, Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida” cita que as relações sociais estão mais fragilizadas e assim, a facilidade das pessoas em perder o controle em meio a situações caóticas nos enormes congestionamentos, está aumentando cada vez mais. Contudo, os indivíduos que estão sujeitos a esses problemas diariamente, podem colocar em risco a vida de muitas pessoas e a própria. Tendo em vista, fica claro a emergência de instituições que regulamentam a segurança no trânsito, executarem ações para um ambiente mais calmo e seguro para todos os brasileiros.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas que controlem o fluxo das estradas e rodovias além de ampliar as políticas de mobilidade urbana nas cidades. Dessa maneira, cabe ao DETRAN-Departamento Estadual de Trânsito- juntamente com as escolas formadoras de condutores, promover palestras e impulsionar por meio de veículos midiáticos como Instagram, Facebook e Twitter, iniciativas contra a intolerância  para orientar sobre os malefícios que as discussões no trânsito podem causar. Assim, na perspectiva de formar pessoas que serão capazes de refletir sobre suas condutas no trânsito, reduzir os índices de mortalidade a fim de trazer para a sociedade brasileira atual, mais responsabilidade e empatia com o próximo.