Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 28/10/2020

De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, em 2014, 43.780 mortes foram causadas pela violência no trânsito. Com isso, o Brasil coloca-se entre um dos dez países com mais acidentes em rodovias. Tal problema possui causas centradas no comportamento individual irresponsável, o qual gera danos que envolvem o aumento de gastos do Estado e a sobrecarga do sistema de saúde. Assim, é necessário que o governo fomente o debate sobre o tema a fim de amenizar essa grave situação.

Primeiramente, é preciso destacar a grande irresponsabilidade dos condutores como fator principal para a ocorrência dos acidentes. Conforme informações divulgadas pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, cerca de 90% dos infortúnios ocorridos em rodovias têm como causa o erro humano. Ademais, de acordo com Duílio Malfatti, diretor das campanhas de direção segura do governo federal, é comum que os cidadãos pensem que um imprevisto jamais ocorrerá com eles. Nesse sentido, deduz-se facilmente que uma população que não se atenta para dirigir corretamente - deixando de usar o cinto de segurança ou conduzindo sob efeito de álcool, por exemplo - e possui uma crença infundada sobre o imprevisível está suscetível a um grande volume de incidentes mortais nas estradas.

Adicionalmente, é importante abordar que, além dos danos causados à vítima e à sua família, os acidentes geram um enorme transtorno para o país. Sobre esse aspecto, uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada constatou que, em 2017, os gastos estatais ligados à violência em rodovias foram de 40 bilhões de reais. Esse fato constitui um grande prejuízo para os cofres públicos, principalmente quando considera-se que os incidentes poderiam ter sido evitados em sua maioria caso houvesse uma postura responsável por parte dos condutores. Em adição, verifica-se o o aumento da ocupação de leitos do sistema de saúde para acolher os feridos, espaço que poderia ser ocupado por outras demandas.

Dessa maneira, urge que a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com a iniciativa privada, institua políticas educativas que sensibilizem e fomentem o debate entre a população. Essa ação deve ser realizada por meio de reuniões matinais que as diversas empresas participantes do projeto deverão realizar junto de seus funcionários, da PRF e das suas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes. Nesses ajuntamentos, deverão ser feitas palestras sobre direção segura, Lei Seca e itens de segurança objetivando estimular a conscientização e o diálogo entre os cidadãos e as autoridades. Com essas medidas, será possível reduzir o número de transtornos ocorridos nas rodovias brasileiras.