Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 29/10/2020

Entropia, na física, mensura o grau de desordem das moléculas em um sistema termodinâmico. Fora das ciências naturais, configura-se um problema entrópico, no que tange o aumento da violência entre os motoristas no Brasil. Nesse sentido, cabe analisar como principais causas a imprudência social, bem como a escassez da atuação do Estado.

Em primeiro plano, é importante ressaltar de que forma a sociedade contribui negativamente a questão. Sob esse prisma, segundo o Ministério de Saúde, no Brasil, a segunda maior causa de mortes é por acidentes no trânsito, como o excesso de velocidade, pessoas dirigindo alcoolizadas, uso do telefone ao dirigir entre outros. Além disso, o estresse no trânsito é outro fator que influi no problema, pois a rotina maçante e cansativa faz com que os motoristas percam a paciência fácil e acabando cometendo atos de violência física.

Em segundo plano, vale salientar como a falta de atuação do Governo corrobora a problemática. Sob esse âmbito, as rodovias brasileiras são os maiores alvos de acidentes, porque a falta de fiscalização da policia rodoviária e a ausência de medidas preventivas, como lombadas, medidores de velocidade e Blitz (ações de fiscalização de habilitação e porte do documento do veículo) tornam as vias de tráfego mais perigosas e vulneráveis a acidentes. Desse modo, é evidente como o engajamento político é imprescindível para que a situação seja remediada e de que forma a sua ausência colabora ao aumento e descontrole.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para mitigar o problema. Destarte, o Governo Federal, deve, por meio de verbas do Tribunal de Contas da União, promover a criação de medidas preventivas supracitadas, ampliar as Leis vigentes, como a Lei seca, e, ainda, promover palestras em locais de ampla circulação, acerca dos riscos da velocidade excessiva e a imprudência no trânsito. Dessa forma, o objetivo de tal ação é diminuir a médio e longo prazo a violência existente no país.