Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 01/11/2020
De acordo com Thomas Hobbes, filósofo contratualista inglês, o dever do Estado seria de proteção para com os cidadãos. Semelhantemente, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os brasileiros o direito pleno a defesa desde aos bens privados ao bem-estar individual. A realidade no trânsito, porém, é outra totalmente diferente: violenta e perigosa, se tornando uma problemática atual que deve ser combatida. Isso acontece devido a pouca educação no trânsito que os indivíduos recebem, não só como a pouca proteção que os automóveis de hoje em dia oferecem aos seus usuários.
Em primeiro lugar, é necessário entender com o economista britânico Sir Arthur Lewis como a educação nunca foi uma despesa, mas um investimento com retorno garantido. Diante dessa ótica, é racional pensar que a educação seria um fator levado de forma séria e contundente para o progresso de um país, o que vemos que não acontece no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a nação brasileira é a quinta maior do mundo em termos de violência no trânsito. Assim, podemos criar uma relação de causa e efeito entre a falta de educação de um país e a taxa de hostilidade no trânsito.
Em segundo lugar, é preciso apontar como a Revolução Industrial do século XVIII revolucionou os meios de transportes do mundo até então sem máquinas. Segundo Adam Smith, economista escocês da época, o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda a produção. Com a criação dos primeiros protótipos de carros e diante do viés consumista que se criara a partir das primeiras tecnologias à vapor, a única finalidade da sociedade era a que envolvia o capital, e não a segurança deos seus dispositivos recém criados. Assim, por mais que a indústria tenha evoluído, seu propósito fundamental continua o mesmo, excluindo a importância que a vida humana tem e atribuindo maior valor aos bens materiais.
Finalmente, percebe-se que a violência no trânsito é algo a se debater no Brasil e uma temática a ser resolvida para uma nação mais pacífica. Urge que o Ministério da Educação juntamente com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) crie um projeto em que sejam adicionadas aulas que abordem o trafégo de variados veículos, bem como leis na estrada. Estas seriam adicionadas nas escolas desde o ensino fundamental ao ensino médio e serviriam de modo a melhor preparar o indivíduo a esse tipo de situação. Ademais, o Ministério da Saúde deve criar programas que maximizem o nível de segurança ofertado nos veículos de modo geral. Por fim, diante dessas medidas o país pode começar a enfrentar a agressividade nas ruas do país.