Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 04/11/2020
Os automóveis movidos a combustão interna foram desenvolvidos no século XIX e se tornaram essenciais para o avanço da locomoção e do transporte à longa distância. Atualmente, os dirigíveis - e o trânsito associado a eles - possuem mais uma função: ser palco para a violência crescente nas vias do Brasil, fato que muitas vezes resulta em mortes. Diante disso, cabe avaliar as raízes sociais e as consequências dessa situação na atualidade.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a superlotação das cidades é um fator que propicia o aumento da violência no trânsito. Assim, o Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é o quinto país do mundo com o maior índice de mortalidade no trânsito e se encontra atrás apenas de países como Índia, China, Estados Unidos e Rússia. Diante disso, tais países também são os países mais populosos do planeta e que comportam cidades com um grande número de moradores. Sob essa perspectiva, nota-se que o aumento da frota de veículos impulsionado por um grande número de habitantes gera dificuldades na gestão pública em minimizar problemas oriundos de tal excesso e que leva a aglomeração de veículos, favorece o estresse individual e propicia conflitos entre motoristas.
Ainda, o desrespeito pelas regras e sinalizações do trânsito reforçam o cenário caótico explicitado. Dessa forma, de acordo com um estudo feito pela Polícia Rodoviária Federal, em 2018, a causa do aumento de acidentes é o desrespeito às leis de trânsito, principalmente quanto ao excesso de velocidade e ao fato dos motoristas, em geral, ignorarem as proibições de ultrapassagens em determinadas vias. Sob esse viés, percebe-se que a imprudência de muitos cidadãos pode levar a brigas, acidentes e mortes uma vez que as regras de tráfego foram criadas para o bem da coletividade e não cumpri-las é uma irresponsabilidade social que coloca em risco a vida de si próprio e de outras pessoas.
Dessa maneira, a violência no trânsito é um problema com diferentes causas que convergem para as atitudes individuais dos motoristas e necessita de intervenções de cunho educacional. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, responsável pelas regras gerais do trânsito, criar um projeto que vise a educação no trânsito a ser implementado no ensino médio das escolas públicas e privadas do país, semelhante ao projeto “Proerd” - que visava informar e educar as crianças quanto ao uso de droga - tal medida tem por finalidade reforçar a necessidade do cumprimento e respeito às leis estabelecidas e mostrar os malefícios de medidas irresponsáveis, como apresentar uma projeção do número de mortes por violência no trânsito, para que os carros voltem a ser exclusivamente para o transporte e não para propiciar episódios tristes e desnecessários para a população brasileira.