Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 01/11/2020
Há alguns anos, a nova classe média teve uma ascensão muito grande, causando uma verdadeira revolução social e melhorando o desempenho da economia brasileira. Com isso, um maior número de pessoas passou a ter acesso a patrimônios e bens que antes não conseguiam alcançar, como a aquisição de automóveis. Porém, a imprudência na condução desses veículos ocasionou o aumento de mortes em acidentes de trânsito e o aumento de casos de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) no Brasil.
Primeiramente, vale lembrar que No Brasil, o número de mortos em acidentes de trânsito cresceu 38,3% no período de 2002 a 2012, segundo dados do Mapa da Violência, baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Tal fato se deve ao aumento de adolescentes dirigindo sem habilitação. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense) 2012, realizada pelo IBGE e Ministério da Saúde, foram ouvidos 110 mil adolescentes, onde 27% destes admitiram dirigir carros ou motos.
Ademais, essa incompetência entre os jovens ocasionam inúmeros acidentes diariamente, que afetam as vítimas física e mentalmente. Segundo dados do site Segurança da Família, Cerca de 7 mil crianças brasileiras com idade até 7 anos ficam sequeladas, anualmente, com membros amputados e têm a sua vida modificadas desde muito cedo. Dentre essas sequelas estão as emocionais, que desencadeiam estados de tristeza profunda, depressão e síndrome do pânico.
Nota-se, portanto, a necessidade de uma ação do DETRAN(Departamento de Trânsito do Estado), por meio do aumento de blitz no trânsito, a fim de diminuir o número de adolescentes no trânsito. Além disso, é indispensável que o Ministério da Saúde disponibilize atendimento psicológico para vítimas desses acidentes por intermédio da integração de psicólogos em unidades de pronto atendimento e postos de saúde. Dessa forma, será possível reduzir os altos índices apresentados.