Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 28/11/2020
No desenho animado “Os Simpsons”, o personagem Homer se envolve em uma briga generalizada na frente da família após buzinar compulsivamente em um engarrafamento. De fato, casos como o dele não se limitam a cenários fictícios. Nesse sentido, debater sobre a violência no trânsito é pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório que a agressividade presente na sociedade brasileira é refletida nas estradas e é de responsabilidade do Estado resolver essa conjuntura.
Deve-se pontuar, antes de tudo, que o Brasil é o décimo sexto país mais violento do mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas. Nessa lógica, é válido afirmar que os brasileiros vivem em constante alerta e respondem de forma agressiva às discussões simples do cotidiano. Segundo o sociólogo Max Weber, para assegurar a ordem pública, o Estado deve ter o monopólio sobre a violência. Logo, presume-se que a ineficiência do país em controlar a violência contribue para a conjuntura do caos público, em questão, no trânsito.
Ademais, nota-se que o Brasil está em um ciclo de violência em que o próprio Estado deve findar essa situação. Dentre esses efeitos, é objetivo fundamental da República, conforme a Constituição Federal de 1988, promover o bem de todos. Por certo, uma vez que o país encontra-se entre os vinte mais violentos do mundo e coloca famílias em situação de perigo por discussões de trânsito, como retratado nos Simpsons, o Brasil demonstra despreparo em garantir amplamente esse direito. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esse problema e seus efeitos.
Torna-se evidente, portanto, que casos como ocorrido com o Homer não podem continuar a ser reflexo da sociedade brasileira. Assim, é necessário que o Ministério da Segurança Pública, com ações dos Departamentos Estaduais de Trânsito, inclua ensinos sobre controle de raiva nas autoescolas, por meio da criação de um novo currículo de aulas, com o intuito de favorecer um ambiente mais harmônico nas estradas. Além disso, o sistema judiciário deve determinar não apenas multas ou prisão aos que agirem com agressividade no trânsito, mas também com acompanhamento psicológico, para que eles não reincidem com a mesma atitude. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros terão o bem estar garantido no trânsito.