Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 05/11/2020
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, foi dado início para que ruas e estradas passassem a serem ocupadas pela produção de automóveis. Nesse ínterim, o Brasil passou a receber linhas de montagem e investir na implantação da indústria automobilística. Contudo, hodiernamente, os números de mortos e feridos em decorrência de acidentes de trânsito se equiparam a alguns dos piores conflitos da atualidade. Nesse contexto, deve-se analisar métodos eficazes com intuito de garantir a segurança pública e a diminuição da violência no trânsito.
É importante, em primeiro lugar, reconhecer que a violência no trânsito é a terceira maior causa de mortes no mundo. É inegável afirmar que esse fato se dá em decorrência da imprudência do motorista, ou seja, no uso de falar no celular ao dirigir, andar em alta velocidade, beber e não usar o cinto de segurança. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem, no mundo, por ano em acidentes de trânsito, e desse total metade das vítimas são pedestres, ciclistas e motociclistas. Indubitavelmente, é necessária a diminuição da imprudência no trânsito, com maior investimento na educação e instrução dos portadores da Carteira Nacional de Habilitação(CNH).
A situação exige, em segundo lugar, um maior acompanhamento e fiscalização na formação de condutores responsáveis e conscientes sobre as leis do trânsito. Apesar do órgão Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRAN) ser responsável pela formação de condutores, ainda 90% dos acidentes de trânsito ocorrem por imprudência. Dessa maneira, isso implica dizer que as cenas chocantes que são mostradas todos os dias poderiam ser evitadas com investimentos na educação precoce à respeito das leis e condutas no trânsito. Exemplo claro desse processo é a região da Europa, onde o trânsito é mais seguro devido o respeito à obrigatoriedade do cinto de segurança e a velocidades máximas.
Exposto a óbice, torna-se fundamental a adoção de medidas que amenizem esse quadro deletério. Urge que o Conselho Nacional de Trânsito(COTRAN) promova uma nova modalidade de prova capacitatória de aprendizagem sobre as leis do trânsito, por meio da disponibilização de cursos preparatórios ao exame a ser feito sobre o Código de Trânsito Brasileiro, dessa forma à garantia da diminuição da imprudência e violência. Espera-se, com isso, a finalidade de garantir o bem-estar e segurança pública de qualidade a todos os brasileiros.