Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 05/11/2020
Em meio aos grandes problemas com os quais a sociedade brasileira convive, um deles relaciona-se à violência no trânsito. Com isso, no intuito de analisar os problemas e alcançar melhorias, é crucial observar as falhas governamentais em tal quesito.
Em primeiro lugar, convém analisar que há a falha do Estado em relação a falta de fiscalização e de rigidez em cumprimento das leis de trânsito no Brasil. Para o pensador Aristóteles, “ a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos ”. Nas palavras do filósofo grego, é retratada a importante ideia de que a política é tudo que se relaciona com a busca do bem-estar tanto individual quanto coletivo. Essa percepção, no entanto, foge da conduta praticada pelo Estado, uma vez que não garante segurança a população que está ativa no trânsito, na qual os agentes fiscalizadores não agem de forma rigorosa, deixando passar pessoas que dirigem alcoolizadas ou imprudentes, que acarreta em acidentes e brigas no trânsito, pondo em risco os que dirigem de forma correta. Dessa forma, é necessário que haja ações para o combate da problemática.
Em segundo lugar, deve-se observar o problema da falha educacional instruída a população sobre o trânsito. Para o educador Paulo Freire, “ se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nas palavras do pedagogo, a educação é a base para uma sociedade crescer tanto intelectual quanto socialmente. Contudo, isso não vem acontecendo no âmbito brasileiro, na qual as autoescolas, não realizam de forma eficiente o seu principal papel, que é o de ensinar sobre as leis de trânsito e a como dirigir de forma prudente, além da falta de educação populacional como pedestre e como motorista. Com isso, formam-se os caóticos trânsitos brasileiros, em que ninguém respeita ninguém e acaba gerando milhares de brigas e mortes no país. Por esse motivo, é preciso mudar essa realidade nacional.
Frente a esse panorama, é imperioso executar ações que tenham como propósito combater esse problema. Logo, cabe Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), por ser o órgão coordenador, normativo e consultivo máximo, da política nacional de trânsito, responsável pela regulamentação do Código de Trânsito Brasileiro, garantir mais segurança as pessoas que enfrentam o trânsito, por meio de um maior número de fiscalizadores nas ruas, além de atuar com mais vigor, com o propósito de diminuir a violência no trânsito e possa melhorar o tráfego cada vez mais. Além disso, é necessário que o Estado brasileiro invista no setor educacional, através de uma educação no trânsito por meio de palestras e aulas na escola que mostrem como se comportar no trânsito, além de lançar campanhas contra a violência que visem o público adulto para melhor harmonia da sociedade.