Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 07/11/2020
Em um dos episódios da série estadunidense “Grey’s Anatomy”, o personagem George morre ao salvar uma mulher de ser atropelada por um ônibus, pois ele é atingido pelo veículo. Infelizmente, fora da ficção e em contexto brasileiro, a violência no trânsito também é muito recorrente. Certamente, isso ocorre devido a imprudência dos pedestre e motoristas ao serem desatentos, e do Estado que negligencia a péssima infraestrutura do sistema de tráfego urbano.
Antes de tudo, vale ressaltar que a consolidação das redes de transporte no Brasil tem uma de suas raízes no governo do Juscelino Kubitschek. Durante seu mandato, ele fez o Plano de Metas cujo um dos objetivos era sistematizar as rodovias. No entanto, percebe-se a mau organização desse processo, em que os diferentes tipos de tráfego são misturados e precários, assim ocasionando em acidentes. Enquanto isso, países como a Alemanha apresentam redes separadas para os diferentes modais, como bicicletas, ônibus e carros. Além de contar com várias linhas de trens e metrôs.
Sem dúvidas, essa desorganização brasileira ocasiona um estado de estresse e ansiedade nos indivíduos. Afinal, estão sempre inseridos em congestionamentos, ficam atrasados e com pressa para chegarem ao destino. Consequentemente, esses fatores levam aos atropelamentos, batidas de veículos, desentendimentos e conflitos entre os sujeitos. Nesse cenário, analisa-se que na prática, o teórico direito de ir e vir assegurado pela Constituição do Brasil, não se concretiza.
Percebe-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o problema. É fundamental que o Ministério da Infraestrutura reorganize as estradas e promova a educação no tráfego para os pedestres e motoristas. Essa reorganização seria por meio da construção de rotas exclusivas para ônibus, ampliação das ciclovias e linhas de metrôs. Ademais, campanhas midiáticas iriam ensinar e alertar a população sobre a importância de ser paciente e atento no deslocamento diário. Dessa maneira, um ambiente estruturado e com as pessoas instruídas, diminuiria a violência no trânsito, assim honrando o direito de locomoção garantido pela Constituição Brasileira.