Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 16/11/2020

Na obra " Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a agressividade no trânsito brasileiro apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto da inabilidade dos motoristas, quanto da falta de infraestrutura das estradas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontual que a violência no trânsito deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, os acidentes viários do país são o resultado de uma combinação de irresponsabilidade e imperícia, sendo que o principal problema está relacionado a ineficiência do poder público na aplicação das leis que fazem da inaptidão de condutores o descaso com o ordenamento jurídico.

Ademais, é imperativo ressaltar que a precariedade das estradas promove o problema. Partindo desse pressuposto, o arrecadamento de pedágios, multas, e licenciamento de automóveis, proporciona as cofres públicos valores de baixo retorno as rodovias do país, onde falhas na sinalização e irregularidades de autoestradas se torna ameaças, colocando em risco a condução de veículos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que as infraestruturas defeituosas contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar a violência no trânsito, necessita-se urgentemente, que o Congresso Nacional com o apoio do Poder Judiciário trabalhem juntos na criação do código penal de trânsito, fixando leis que demonstram punições de forma exemplar. Por outro lado, o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Infraestrutura, será revertido nas vias públicas, oferecendo o máximo de segurança aos condutores.