Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 17/11/2020

“Quantos gols Denner teria feito pelo Brasil no futebol e quantas composições Cristiano Araújo ainda tinha por escrever”. Tal questionamento foi feito em uma campanha de conscientização do CONATRAN. O órgão discute, nela, a interrupção das carreiras de sucesso do atleta e do cantor, ambas vítimas de acidentes no trânsito, mas, fora da atenção midiática, a realidade brasileira demonstra sua face mais cruel no que tange a violência no trânsito. Nesse sentido, o trânsito, no Brasil, é letal, em virtude do seu legado histórico e da insuficiência legislativa.

Convém ressaltar, a princípio, que a histórico falta de atuação dos governos – Federal e Estadual - na região norte e nordeste é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com dados da ONSV, é nos Estado dessas regiões que se tem as maiores taxas de violência pública e no trânsito no país, superando a média nacional. Dessa forma, o que se verifica na realidade brasileira, é que a violência no trânsito é um reflexo do abandono social, econômico e político que esses estados sofreram ao longo da sua história.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é o desrespeito à legislação. De acordo com dados do Ministério dos Transportes, a principal causa de acidentes nas rodovias brasileiras é a imprudência que se origina do desrespeito às leis de trânsito, os casos mais comuns são a combinação de bebidas e direção, uso do celular e ultrapassam em local proibido. Portanto, isso demonstra que a violência no trânsito brasileiro é construída em cima de atitudes que são aceitas pela sociedade, falta de conscientização e o constante desrespeito à legislação de trânsito.

Assim, para diminuir a violência no trânsito, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que Governo Federal e Estadual desenvolvam políticas para minimizar as desigualdades sociais e econômicas existentes entre as regiões do Brasil, isso pode ser feito mediante programas de melhora de infraestrutura rodoviária e educacional, com o objetivo de oferecer melhores condições de tráfego nas estradas e também, através da educação aumentar a conscientização daqueles que dirigem. Ademais, é necessário a atuação das Polícias Rodoviárias de forma a garantir o respeito a legislação, isso pode ser feito por meio do aumento de efetivo e a instalação de “blitz”. Feito isso, o Estado e a sociedade garantirão que aqueles que dirigem pelas estradas não sofreram danos a sua saúde.