Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 23/11/2020

A Legislação de Trânsito no Brasil, possui leis objetivas que visam dirimir os acidentes e as infrações. Entretanto, não tem sido tão eficaz, pois o número de violência nas vias aumenta exponencialmente. Sob essa ótica, a falta de mobilidade urbana, bem como a inoperância do setor educacional no ensino teórico e prático das leis de trânsito, são fatores preponderantes para o desequilíbrio social.

A princípio, é fundamental ressaltar que a garantia do direito de ir e vir, prevista na Constituição Federal de 1988, não se cumpre na prática, tendo em vista a precária mobilidade urbana no país. Prova disso é a fala de planejamento na construção de cidades e rodovias, a desvalorização na qualidade do transporte público, o que gera um aumento na frota de automóveis em circulação, por conseguinte, o congestionamento. Desse modo, os acidentes passam a ser frequentes, não só pela falta de investimento no trânsito, mas também pelo estresse que agrava ainda mais o problema, pois as pessoas se tornam mais intolerantes e impacientes. Logo, uma buzina pode soar como uma provocação ou um xingamento, o que termina em violência.

Ademais, convém relacionar a falta de conscientização devido a pouca discussão no ambiente educacional. Segundo Jean Piaget, educar é criar mentes capazes de criticar, analisar suas atitudes e não reproduzir hábitos ruins. No entanto, o ensino no Brasil é muitas vezes sem efetividade, com o uso da antiga pedagogia, e a cobrança de notas altas em assuntos decorados. Constata-se, assim, a falta de senso crítico dos cidadãos, reproduzindo atos de violência de trânsito. Dessa forma, é necessário a praticidade na educação, a fim de melhorar a capacidade crítica dos alunos.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas a fim de fazer com que a Legislação de Trânsito seja cumprida com ênfase na prática. Em vista disso, cabe ao governo, como instância máxima de administração executiva, investir em políticas públicas voltadas à mobilidade e melhorar os planos diretores das cidades, visando a equidade no direito de ir e vir, por meio de leis orçamentárias que forneça capital para os locais com maior porcentagem de violência no trânsito. Por fim, cabe ao Ministério da Educação incluir disciplinas que tratem dos problemas atuais, ensinando aos discentes através de debates, palestras e aulas práticas que melhores o senso crítico. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.