Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 17/11/2020

O Código de Hamurabi foi um conjunto de leis criado na Mesopotâmia que baseava-se na premissa: “Olho por olho, dente por dente.” Na contemporaneidade, ainda existem pessoas que seguem essa máxima, o que se comprova pelos altos índices de violência no trânsito por motivos ínfimos. Essa problemática se deve, em suma, à falta de empatia das pessoas da era pós-moderna e à irreverência dos motoristas em relação à lei.

Primeiramente, é válido ressaltar que a ausência de zelo pela vida do outro é fator relevante para para o impasse. De acordo com o filósofo Zigmunt Bauman, a era tecnológica vive um “amor líquido”, no qual as pessoas criam laços afetivos frágeis, que podem ser quebrados de acordo com a conveniência. Dessa forma, os motoristas acabam reagindo de maneira violenta no trânsito, já que o sentimento de empatia tem esfriado na sociedade atual.

Outrossim, a desobediência dos motoristas às leis de trânsito contribui para o problema. Segundo Ralf Dahrendorf, em seu livro “A lei e a ordem”, “A anomia é uma condição social na qual as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade.” Nesse contexto, os motoristas brasileiros têm infringido muitas leis, causando tantos acidentes que deixam o país em 5° no ranking de países mais violentos no trânsito, feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Portanto, medidas são necessárias para resolver a situação. Cabe ao Ministério da Infraestrutura, responsável por administrar as rodovias do país, por meio da autoridade que os seus membros contêm, desenvolver propagandas publicitárias que conscientizem os motoristas aceca dos riscos corridos por conta da violência no trânsito e como isso pode os fazer perder a vida e tirá-la de inocentes, com o objetivo de tornar irrisório ou nulo o número de acidentes nas estradas. Somente assim, será possível viver numa sociedade em que o Código de Hamurabi é totalmente obsoleto e dirigir será um ato pacífico.