Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 11/11/2020
É de conhecimento geral a questão da violência no trânsito brasileiro. Todos os dias centenas de vidas são ceifadas em consequência da imprudência e falta de consciência dos motoristas, além da escassez de fiscalização nas ruas. Os números são crescentes e evidenciam a necessidade urgente de intervenção das autoridades para reverter esse quadro.
Segundo pesquisas, o Brasil é o quinto país com o maior índice de violência no trânsito do mundo. Em média, mais de 150 mortes são registradas decorrentes desse quadro. É indubitável que a falta de educação por parte dos condutores é uma das razões que geram essa problemática, sendo comum o desrespeito ao código de trânsito brasileiro. São inúmeras as infrações cotidianas que geram acidentes graves, onde subterfúgios como o “o jeitinho brasileiro” são utilizados em detrimento da segurança coletiva.
Além disso, a escassa fiscalização e brandas punições sofridas por infratores vêm fomentar a falta de conscientização da população. Segundo Thomas Robbes, os homens podem todas as coisas e, para tanto, utilizam-se de todos os meios para atingi-las, possuindo um poder de violência ilimitado. Assim, é necessário um contrato social, as leis, para controlar essa desordem na sociedade. Nesse contexto, a baixa atuação dos órgãos fiscalizadores responsáveis pela manutenção da lei, abre espaço para que diversas infrações sejam cometidas, uma vez que sem a devida supervisão, o indivíduo tende a cometer infrações. Ainda, a brandura das consequências para infratores facilita a reincidência gerando um ciclo de insegurança no trânsito.
Infere-se, portanto que a escassa fiscalização e a falta de consciência do brasileiro são fatores cruciais na manutenção da violência no trânsito do país. Assim, cabe ao Estado investir em segurança pública, através da implantação de um maior numero de blitz educativas, além do enrijecimento das leis a fim de inibir o comportamento infrator. Outra medida é a realização de campanhas educativas através da televisão e redes sociais, como forma de manter a população alerta as consequências do desrespeito ao código de trânsito. A sociedade, por sua vez, deve obedecer às leis estabelecidas pelo Estado, utilizar da consciência e senso de coletividade para que assim seja possível reduzir os danos provenientes da problemática em questão, preservando vidas e tornando as vias brasileiras seguras para todos.