Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 12/11/2020

Análoga à Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força externa atue sobre ele, mudando seu percurso, a violência no trânsito é um impasse que persiste intrinsecamente relacionada à realidade brasileira. Sendo assim, ao invés de existirem forças suficientemente capazes de mudarem esse trajeto, a combinação de fatores como a falta de agentes de trânsito e a crise na mobilidade urbana corroboram para a permanência do obstáculo.

A priori, cabe frisar que o Brasil encontra sua maior dificuldade na crise de mobilidade urbana. Nesse viés, faz-se necessário correlacionar que a migração pendular é comum entre os brasileiros. Logo, a quantidade de veículos nos ditos “horários de pico” produzem engarrafamentos, o qual é o principal motivo de estresse dos motoristas, conforme exposto pelo site G1. Sob essa ótica, os desentendimentos no trânsito, ainda que pequenos, são intensificados por fatores externos, aumentando, assim, a violência no trânsito. Desse modo, é notório que há necessidade de políticas públicas acerca da mobilidade urbana.

Concatenadamente, os agentes de trânsito fazem-se presentes para garantir organização no tráfego. Nesse contexto, a população que está no fluxo de veículos, está sobre pressão, já que sem fiscalização, as pessoas não seguem as leis de trânsito. Consequentemente, assim como dito pelo sociólogo Max Weber, esses indivíduos tendem a agir por meio de uma ação social afetiva, ou seja, movida por sentimentos, nesse caso, de fúria e estresse. Dessa forma, vê-se a necessidade de agentes de trânsito nas ruas, a fim de manter a circulação de forma correta.

Urge, portanto, a necessidade de medidas interventivas para atenuar o impasse. Posto isso, concerne ao Ministério da Infraestrutura a criação de um projeto de lei, o qual será levado a Câmara dos Deputados, que irá estabelecer um passe livre nos transportes coletivos para os trabalhadores urbanos, por meio de um cadastramento na Prefeitura de cada município, a fim de diminuir a quantidade de veículos nas estradas e, consequentemente, irá diminuir trânsito e engarrafamentos. Ademais, cabe ao Estado direcionar alguns policias rodoviários para as ruas, por meio de processo seletivo, a fim de organizar corretamente o fluxo de veículos, diminuindo, assim, o estresse no tráfego. Por conseguinte, criar-se-ão forças suficientemente capazes de amenizar esse impasse.