Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 20/11/2020

Em “A República”, o filósofo grego Platão, idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os impasses. Fora da ilustre produção literária com ênfase na sociedade hodierna, nota-se oposto das ideias de Platão, uma vez que a violência no trânsito, representa um obstáculo de grandes proporções. Dessarte, faz-se imprescindível não somente uma análise dessas causas, como também das soluções possíveis.

Em primeira análise, é importante ressaltar a negligência do Estado, como catalisador deste quadro deletério. Conforme dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde, cerca de 90% das mortes no trânsito ocorrem devido à alta velocidade. A falta de fiscalização com a utilização de radares, quebra-molas e guardas municipais são alguns dos fatores para a perpetuação deste cenário. Dessarte, medidas públicas devem ser tratadas urgentemente, com o objetivo de diminuir estas estatísticas.

Em segundo plano, é válido ressaltar a falta de mobilidade urbana como promotor deste cenário. De acordo com o Índice Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o Brasil possui cerca de 65,8 milhões de automóveis em circulação. Entretanto, o pequeno número de rodovias, somada a falta de condições adequadas para o conduzir o veículo, resultado em cidadãos estressados ​​e violentos. Como consequência, o Brasil se tornou o terceiro país com o trânsito mais violento do mundo, conforme um estudo realizado pelo Departamento Nacional de Trânsito.

Dessarte, deliberações exequíveis são necessárias para combater tal entrave na nação. A Sociedade Organizada, deve pressionar os atores públicos e privados, por meio das redes sociais, com o objetivo de criar eventos públicos com representantes do DENATRAN, para a preparação de leis e medidas para o aumento de radares e fiscalizações nas estradas do país. Além disso, é necessário criar uma petição para os Governadores investirem em ações de ampliação das rodovias. Desse modo, a coletividade alcançará o equilíbrio proposto por Platão.