Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 19/11/2020

Em meados do século XX, Juscelino Kubitschek implementou o rodoviarismo a fim de facilitar o transporte  de mercadorias, atrair empresas automobilísticas internacionais e conectar o país. Contudo, ao analisar o contexto atual brasileiro, apesar de conectar o Brasil, há uma grande quantidade de acidentes, deixando várias vítimas nas vias implementadas. Esse problema acontece, principalmente, devido ao mal comportamento dos brasileiros ao trafegar e a péssima infraestrutura das estradas brasileiras.

Em primeiro lugar, é importante salientar como um bom comportamento ao dirigir é importante para a segurança no trânsito. Nesse viés, para tirar a carteira nacional de habilitação(CNH) é necessário frequentar a autoescola, que tem a finalidade de ensinar as leis de transito e os devidos cuidados ao dirigir, para garantir a segurança na via. Entretanto, embora quase todos os motoristas tenham a CNH, o descaso com as normas de transito são evidentes em todo o país. Em vista disso, segundo o portal G1, mais de 30% do motoristas deixam de utilizar o cinto de segurança e/ou fazer uso da seta. Logo, é evidente que, apesar de todos saberem dos riscos, muitos optam por tais hábitos nocivos, que prejudicam não só individualmente, mas também coletivamente.

Ademais, vale ressaltar como a má infraestrutura das vias favorece o acontecimento de casualidades. De fato, de acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem, apenas 13% das estradas são asfaltadas e dessas apenas cerca de 40% encontram-se em bom estado. Nessa Lógica, por mais que o rodoviarismo tenha tido início na década de 50, ainda não se concretizou, já que as vias de trânsito brasileiras se encontram em péssimas condições, o que  propicia à ocorrência de acidentes. Dessa maneira, é fato que o desprezo de parte da população pelos cuidados no transito, somado ao mal estado das estradas nacionais, possibilita para que ocorra um grande número de violência de transito, que , segundo a Organização Mundial de Saúde, é a segunda maior cauda de morte no país.

Portando, diante de tal contexto, para reduzir a possibilidade de acontecer acidentes nas vias brasileiras, é dever do Ministério da Educação, em conjunto da mídia, grande formadora de opinião, desenvolver nos cidadão um apego à vida própria e coletiva. Isso tem que ser feito por meio de campanhas e palestras em todas as mídias e, sobretudo, nas escolas, já que é mais fácil incentivar as pessoas durante seu período de formação moral. Outrossim, é dever do Governo, entidade máxima do poder, reformar as estradas e garantir sua manutenção. Isso deve ser feito por meio da distribuição de verba pública para tal fim. Assim, concertando esses entraves será possível amenizar a quantidade de acidentes de transito, e, por conseguinte, diminuir o número de mortes.