Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 13/11/2020
Segundo o historiador Eric Hobsbawn, em sua obra “A era dos extremos”, no século XX, ocorreu uma profunda revolução moral e cultural, uma dramática transformação das convenções de comportamento social e pessoal. Ao considerar essa percepção histórica como ponto de partida para tecer argumentos sobre a violência no trânsito em debate no Brasil, observa-se que com o passar do tempo os números de acidentes no trânsito tem aumentado, em razão da ignorância da sociedade atual que é refletida no trânsito. Nesse sentido, é preciso analisar os impactos sociais dessa crescente de acidentes no Brasil, bem como esclarecer possíveis soluções para essa problemática.
A partir dessa contestação inicial, é preciso explicitar que a contemporaneidade tem causado estresse nas relações interpessoais, devido à carga excessiva que é posta nesse capitalismo selvagem sobre o humano. Por esse ângulo, não há dúvidas de que, como alerta, Zygmunt Bauman, os indivíduos contemporâneos tendem a agir na irracionalidade. Isso significa que, com relação a sociedade, é evidente que age de forma irracional ao taxar os indivíduos como máquinas, já que toda a carga posta não é suportada pelas pessoas, que esvaziam essa raiva sob ações cotidianas, gerando a inconsequência e impaciência no trânsito. Dessa forma, constata-se que a irracionalidade tem determinado a violência nas relações entre as pessoas, sendo uma delas no trânsito.
Ainda nesse contexto, não se pode esquecer de que a inconsequência no trânsito não é um problema atual, até porque desde o início a ausência de fiscalização neste meio e a falta de educação de motoristas e pedestres vem causando acidentes e muitas mortes. Aliás, fica claro que ações devem ser tomadas de forma urgente, visto que dirigir vem se tornando cada vez mais perigoso. Nessa perspectiva, como alerta o filósofo Luc Ferry, é preciso entender que virtude e ação desinteressada são inseparáveis. Posto isso, basta lançar olhar sobre a realidade para constatar que para a resolução desse entrave o poder público deve estar presente, em virtude de ele ser o único que pode realizar ações que podem, de fato, reduzir o perigo no trânsito.
É importante, então, buscar um caminho que possa reverter esse processo. Nesse aspecto, é imprescindível que o Poder Público reduza a taxa de acidentes nas ruas e avenidas, implementando mais fiscalizações, como lombadas eletrônicas, que visam não só punir o motorista, mas também reeduca-lo, para que haja mais responsabilidade ao dirigir. Outra medida necessária, a ser implementada pelo Ministério da Educação, deve conscientizar os jovens sobre os cuidados que devem ser tomados na direção, mediante debates e palestras, com o propósito de solidificar em uma geração a responsabilidade no trânsito. Com essas ações, as ruas se tornarão mais seguras para os brasileiros.