Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 14/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, o personagem Rafael Hitlodeu retrata o encontro com uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos, como a violência, por exemplo. No entanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao se analisar a violência que ocorre nos trânsitos do país, na qual há os imbróglios infraestruturais, em consonância com a cultura de impunidade brasileira, como os pilares dessa questão. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse social.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar os problemas na infraestrutura do Brasil como os principais potencializadores desse conflito. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa na qual informa que cerca de 82% dos motoristas cariocas relatam se estressar com a falta de organização do trânsito, como a superlotação de carros nas pistas, por exemplo. Logo, é possível compreender que parte da violência no trânsito é fruto do estresse excessivo provocado pelas próprias pistas. Assim, a ausência de melhoras infraestruturais se torna fator limitante para que haja ampla efetividade na segurança, tendo em vista as consequências negativas no humor do indivíduos.

Paralelamente a esse cenário, surge a cultura de impunidade no Brasil como reflexo direto desse alarmante panorama nacional. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise do comportamento humano, menciona que é dever do Estado aliar a execução das leis com os direitos sociais do indivíduo. Em síntese, denota-se que o Brasil se destaca negativamente ao se observar a sensação de desordem e impunidade que a sociedade tem em relação ao Governo, de modo a ser uma potencializadora para tomar medidas errôneas, como por exemplo: agredir uma pessoa em um conflito de trânsito. Por conseguinte, são imprescindíveis ações estatais para a resolver os impasses supracitados.

Fica evidente, portanto, a relevância do debate acerca da segurança no Brasil. Desse modo, o Superministério da Economia - principal responsável pela infraestrutura nacional - deve, por meio de um maior direcionamento de verbas ao âmbito social, estimular o uso de ônibus para transporte e aumentar a fiscalização dos conflitos que ocorrem nas ruas, de modo a tornar o trânsito mais eficiente e menos estressante, uma vez que diminuirá o número de confusões nas pistas. Tal plano deverá focar, principalmente, em construir uma sociedade permeada pela segurança e ausência de violência, como na obre de More.