Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 16/11/2020

“A violência, seja qual for a maneira, é sempre uma derrota”. Tal citação, dita pelo filósofo Jean-Paul Sartre, tangencia um dos maiores problemas da realidade social: a violência. Nesse sentido, no que diz respeito à violência no trânsito, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da imprudência de motoristas e a falta de fiscalização adequada.

Ademais, é necessário ressaltar que o descuido de condutores no trânsito contribui para a perpetuação do problema. Segundo um estudo realizado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, cerca de 57,3% dos acidentes são causados pela imprudência de motoristas, que não respeitam ou pouco sabem das leis de trânsito. Com isso, caracteriza-se um problema substancial e de perigo inegável, já que a vida de transeuntes e a vida dos próprios condutores são colocadas em risco.       Adicionalmente, a falta de fiscalização nas ruas contribui para o descumprimento das leis de trânsito, visto que apenas 1,4 mil dos 5,5 mil municípios brasileiros possuem órgãos de trânsito. Diante disso, diversos motoristas apresentam comportamento irregular, pois sabem a punição será na mesma proporção ou até nula, ignorando os riscos que dirigir inconsequentemente acarreta, como a morte de terceiros e traumas psicológicos graves.

Portanto, no que concerne a violência no trânsito, fica explícito que medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, a parceria entre a Secretária da Educação e autoescolas, para a educação e conscientização das leis de trânsito, contribuindo para a formação de motoristas prudentes. Tal medida pode ser tomada por meio de oficinas acessíveis e mutirões em praças públicas, com conteúdo que alcance todas as idades, para que os índices de mortalidade nas ruas caiam e a vida seja preservada. Talvez assim a violência no trânsito seja derrotada, e não mais uma derrota.