Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 16/11/2020

A célebre frase de Leviatã “hommo Homini lupus” - o homem é lobo do próprio homem - divulgada por Thomas Hobbes é uma metáfora que significa que o ser humano é um animal com capacidade destruidora que ameaça a sua própria espécie. Essa máxima, condiz, em muito, com contexto atual no que tange os diversos tipos de violência, em especial a do trânsito, o que é grave.

A priori, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) acontece diariamente no país 150 mortes no trânsito por dia, o que coloca o Brasil na 5⁰ posição de país mais violento do mundo no contexto abordado. Isso se deve, ao descumprimento do Contrato Social de John Locke, No qual, os homens criam uma sociedade politicamente organizada para que assim possam gozar de seus direitos naturais de forma plena. Entretanto, a busca por “Justiça com próprias mãos” fere totalmente tal máxima e consequentemente a democracia.

A posteriori, o imperativo categórico de Immanuel Kant se enuncia “Age de tal maneira que a tua ação possa ser usada como princípio universal”. Contudo, a população com seu “jeitinho brasileiro” corrompe as bases legislativas do tráfego, pois o costume de burlar normas básicas se torna um hábito que posteriormente causa tal desordem. Esse cenário de caos, foi retratado no documentário nacional  “Luto em luta” que entrevista a família daqueles que foram vítimas das conturbadas das ruas de São Paulo.

Assim, para diminuir a violência no trânsito no Brasil, cabe ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de cada Estado regulamentar e fiscalizar as vias urbanas - principalmente nos grandes centros - por meio do aumento do número de Guardas de trânsito e de fiscalização eletrônica, para que assim o “jeitinho brasileiro” não cause mais vítimas nem desordem nas cidades. Dessa forma, será possível cumprir, de forma digna, a tese dos dois filósofos contratualistas supracitados.