Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 16/11/2020

Desde 1956, com a política de incentivo automobilístico implantada pelo então presidente JK, o Brasil sofre com casos de violência no trânsito. Hodiernamente, o problema se mantém, haja vista os diversos casos de agressão nas vias das cidades brasileiras. Dessa forma, esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal, quanto da falta de respeito por parte da população.

Vale destacar, de início, o descaso das autoridades como uma das causas do problema. Nesse sentido, segundo a OMS, o Brasil é um dos países com maior índice de violência no trânsito, ficando em 5º lugar no ranking mundial. É possível analisar, portanto, a ausência de apoio governamental  na conscientização das pessoas, o que resulta na irresponsabilidade nos deslocamentos bem como no descumprimento dais leis existentes. É, pois, inaceitável a forma como essa questão é tratada em nosso país.

Ademais, a falta de empatia de alguns motoristas é outro fator motivador desse óbice em discussão.  Nesse viés, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, na sociedade moderna os seres são mais individualistas e tendem a pensar somente em si. Da mesma maneira, em nossa realidade, a ausência de um olhar altruísta e compreensivo para com o outro resulta em diversos casos de agressão e imprudência no trânsito. Desse modo, medidas são necessárias para reverter esse alarmante contexto social.

Portanto, a fim de mitigar os impactos causados pela violência na sociedade brasileira, é necessário que o Ministério da Justiça em conjunto com o Ministério da Saúde crie um Plano Nacional chamado “EducaMais”, tal plano deve contemplar campanhas publicitárias nos meios midiáticos como TV, rádio e internet bem como em escolas de modo a atingir principalmente os jovens. Espera-se, com isso, diminuir os impactos desse entrave na sociedade bem como distanciar-se da realidade vivida no governo JK.