Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 19/11/2020

O Impacto da Imprudência

No filme “Ritmo de Fuga”, é relatada a história de um garoto, motorista de fuga de uma gangue, junto de seu veículo ele faz manobras arriscadas que dão vantagem a esquipe. Todavia, fora da ficção o debate sobre a violência no transito em território brasileiro permanece constante, seja pela falta de investimentos governamentais ou devido a irresponsabilidade de muitos motoristas que usam técnicas imprudentes.

Nesse contexto, vale pontuar que as condições precárias das rodovias e de sinalização é um fator decisivo para engarrafamentos e acidentes, logo, suas consequências são graves, e provocam muitas desavenças no trânsito. Diante dessa premissa, uma pesquisa realizada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), aponta que 59% das rodovias nacionais são irregulares, pois apresentam algum problema relacionado a sinalização ou de pavimentação.

Dessa maneira, as inatividades governamentais, em resolver essa problemática, acentuam a discussão entre indivíduos por todas as estradas do Brasil, gerando números exponenciais de violência no tráfego. Da mesma forma, é importante destacar que, juntamente a tais condições, a imprudência por parte de muitos cidadãos colabora expressamente com as tragédias ocorridas e discussões. Nesse viés, consoante ao filósofo americano William James, “ O ser humano pode mudar sua vida alterando sua atitude mental”. Por conseguinte, para ser possível alterar essa realidade de mortes e ódio nas vias, é necessário que os condutores mudem suas ações, entendam o resultado de suas condutas, e as repensem, transformando não somente, a realidade de uma pessoa, como também, da nação.

Portanto, fica evidente que à violência no transito carece de cuidados e deve ser debatida. Assim, cabe ao Ministério da Economia aliado ao Ministério da Infraestrutura, investir em sinalização, duplicação, pavimentação e fiscalização de todas as rodovias no Brasil, por meio de verbas governamentais, iniciando as reformas nos locais de maiores índices de acidentes. Ademais, o Departamento Nacional de Trânsito precisa por meio de campanhas em mídias sócias e em reportagens de telejornais sensibilizar os condutores, alertando para os riscos de suas escolhas frente ao volante. Dessa maneira, será possível ter um trafego seguro, em que não será preciso estar em “ ritmo de fuga”.