Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 19/11/2020
No Podcast RPG Cyberpunk 2077, é narrada uma cidade hiperpopulosa, com carros voadores em incontáveis níveis e em um trânsito inimaginável. Fora da ficção, o Brasil lida em suas megalópoles com um trânsito intenso banhado com violência. Dados demonstram que essa problemática atinge expressivamente a população, e ocorre pelo modelo de educação atual e a organização das cidades.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o processo para adquirir a habilitação no país só ocorre após o cidadão completar 18 anos. Antes disso, o contato que é tido durante a infância ocorre sem uma base teórica, logo, são obtidos vários sensos comuns que tornaram a aprendizagem futura confusa e dificultosa. Na Alemanha, desde a pré-escola é ensinado leis básicas para a locomoção nas cidades e após a maioridade é aprendido a utilização de automotores. Essa diferença proporcionou que o país europeu tenha 10% das mortes anuais do Brasil, segundo o site UOL. Logo, pode-se deferir que a educação precoce acerca do trânsito proporciona uma diminuição em acidentes, conflitos e violência nas ruas.
Em segundo plano, é interessante observar que as megalópoles brasileiras são as mesmas cidades que abrigaram os milhares de escravos e colonizadores de trezentos anos atrás. E naquele momento a organização das ruas, avenidas e construções não interessava aos colonizadores. Isso resultou em uma malha viária insuficiente, incapaz de aportar os veículos de forma agradável e válida. Isso leva os motoristas a enfrentar grandes engarrafamentos e locais muito perigosos. Ainda que sejam feitos túneis e galerias, a problemática é atenuada, mas não extinta. Tendo em vista que as vias são incorretas, insuficientes e mal cuidadas, muitos acidentes ocorrem. Também é válido ressaltar que as grandes horas passadas no trânsito aumentam os níveis de estresse e cansaço de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o que também aumenta a probabilidade de acidentes e conflitos.
Neste ínterim, faz-se que o Governo, por meio do Ministério da Educação inclua na educação básica uma matéria de Educação Básica de Trânsito, a fim de que tendo uma base teórica suficiente incluindo não apenas os deveres dos pedestres e ciclistas, mas sim dos motoristas também, o número de acidentes e conflitos seja diminuída, e assim de forma gradual a população brasileira também seja um exemplo de organização transitária. Ademais, se possível, fossem efetuadas reformas anuais nas ruas, avenidas e rodovias mais utilizadas, e com campanhas de conscientização acerca do compartilhamento de automóveis ou meios de locomoção alternativos, esperançosamente o fluxo intenso em certas vias poderia ser diminuído, dessa maneira diminuindo os engarramentos e acidentes.
Com essas medidas, o trânsito brasileiro de 2077 será ainda mais diferente do Podcast antes citado.