Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 20/11/2020

No filme “Velosos e Furiosos”, são retratados momentos de claro rompimento de regras de trânsito, confrontos e brigas nas estradas com riscos letais aos motoristas e civis. Em contexto real e hodierno, no Brasil, essas violações e ocorrências conflituosas se fazem presentes. Nesse ínterim, a violência ro-doviária torna-se um debate por constituir índices crescentes e alarmantes nos centros urbanizados. Para mais, é nítido que essa problemática tem alicerce tanto na imprudência de condutores de veículos e pedestres, quanto na questão da mobilidade urbana.

Previamente, a desatenção é um dos principais fatores na ocorrência de incidentes e possíveis de-sentendimentos nas vias. Nessa lógica, o uso de celular, não utilização do cinto de segurança, falta de sinalização e embriaguez ao volante constituem “gatilhos” para tornar o país, de acordo com a Organi-zação Mundial de Saúde (OMS), o quinto com maior violência no trânsito do mundo. Nessa sequência, consoante a entidade Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT), na União, morrem aproximadamente cinco pessoas a cada dois minutos vítimas desse tipo de hostilidade. Para mais, é necessário políticas públicas para findar essa mazela.

Em segunda análise, os engarrafamentos constantes causados pela grande frota de veículos e uma malha rodoviária limitada marcam, por conseguinte, o estresse diário dos cidadãos frente uma visível crise na mobilidade urbana. Nesse âmbito, tais fatores corroboram ao debate em questão, pois as agressões transpõem o físico e atingem o psicológico. Por esse ângulo, em uma reportagem especial feita pelo Fantástico -programa jornalístico-  foi mostrado relatos de vítimas e parentes delas acerca das

consequências da violência no trânsito. Nessa conjuntura, de acordo com a reportagem, uma mulher     -que preferiu anonimato- relatou consultas psicológicas frequentes decorrente de uma briga em uma rodovia. A vista disso, esses desfechos estão se tornando comuns perante a inércia governamental.

Logo, fica claro que é impreterível intermediar esses debates com soluções efetivas. Para tanto, os órgãos do Estado, responsáveis pelo transporte e desenvolvimento, devem criar um projeto de fiscali-zação eficaz com aplicação de punições. Isso posto, poderá ser realizado por meio de um aplicativo, intensamente difundido nas massas por meio das mídias sociais, que facilite a denúncia e incentive esse ato através de recompensas em dinheiro. Assim, terá uma equipe especializada que irá analisar a queixa, caçar o infrator e aplicar multas ou reclusão social, de acordo com a infração. Ainda, poderá ser

influenciado a utilização de medidas de locomoção alternativa, como coletivos e bicicletas. Dessa maneira, o fito de promover mais segurança terrestre e contradizer “velozes e Furiosos” será atingido.