Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 23/11/2020

O líder e nacionalista indiano Mahatma Gandhi ficou conhecido mundialmente por defender o não uso da violência em suas campanhas a favor da liberdade e dos direitos civis contra o controle da Inglaterra sobre o país. Entretanto, essa máxima da não violência ainda não foi amplamente difundida, haja vista a quantidade de conflitos no trânsito nas principais cidades brasileiras. Nesse sentido, convém analisar a insuficiência de políticas públicas, bem como as dinâmicas da nova realidade social que corroboram para a imprudência e a falta de respeito.

Primeiramente, apesar da aprovação de leis, por parte do Estado, que tentem minimizar os casos de violência e acidentes de trânsito, ainda existem falhas que colocam em risco a vida de milhares de pessoas. A exemplo disso, pode-se citar a Lei Seca de 2008, que restringe a concentração de álcool no sangue dos condutores nas vias públicas, tendo em vista os avanços obtidos pelas operações que conseguiram reduzir o número de vítimas, embora, necessitem de maior fiscalização para o seu total cumprimento. Com isso, faz-se necessário um maior controle do poder público para o cumprimento das leis instituídas que visam à redução da violência no trânsito.

Ademais, em virtude das mudanças socioculturais da vida moderna, a mobilidade urbana se tornou mais acelerada, o que agrava e contribui para batidas, confrontos verbais e corporais entre os condutores. De acordo com o Portal R7, mais de 90% dos casos de violência no trânsito ocorrem por falhas humanas, seja por desatenção, impaciência ou desentendimentos. Além disso, uma vez que as alterações sociais se intensificaram, a desumanização das pessoas se tornou uma realidade, o que provocou um distanciamento entre os indivíduos e a falta de empatia. Dessa forma, conclui-se que a imprudência, aliada ao modo de vida agitado, reforça a perpetuação do problema e ocasiona cada vez mais mortes.

Fica imprescindível, portanto, a necessidade de ações públicas para o controle da situação, de modo a diminuir o número de mortes causadas pela violência no trânsito. Diante disso, o governo deve ampliar as fiscalizações nas principais cidades, além de criar campanhas preventivas nas ruas e estradas de todos os estados do país, por meio de parcerias com instituições que atuam na mediação de conflitos no trânsito, sendo essa, através de uma avaliação psicológica e de diálogo com os motoristas, de forma a conscientizá-los e orientá-los acerca dos riscos para suas vidas.