Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 14/12/2020

Durante a década de 50, o Brasil iniciava o plano desenvolvimentista proposto por Juscelino Kubitschek, que priorizava a indústria automobilística e a implantação de rodovias no país. No entanto, décadas após as referidas melhorias, observa-se o surgimento e a persistência de atos decadentes no trânsito. Sob esse viés, é possível salientar a ausência de políticas públicas que priorizem a reversão de tal cenário , além de uma mudança pessoal no modo de dirigir de cada motorista.

Dessa maneira, evidencia-se as principais causas relacionadas à imprudência no volante e suas eventuais consequências para a sociedade. Primeiramente, destaca-se a falta de educação que grande parte dos motoristas apresentam nas ruas, que quando aliados à má estrutura móvel urbana tornam-se um verdadeiro caos. Além disso, a negligência governamental perante tal debate, apenas confirma o descaso enfrentado pelas vítimas e suas famílias após acidentes e fatalidades no trânsito brasileiro. Prova disso, se dá com dados oferecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em que o Brasil é o 5º país mais violento nas vias em todo o mundo e ainda assim, quase ou nenhuma providência é tomada para objetivar uma  mudança.

Ademais, é inegável que o debate traz consigo danos e consequências que muitos infratores desconhecem, uma vez que esse tipo de comportamento permanece cada vez mais banal em pleno século XXI. Consequentemente, o impasse perdura, de modo a acarretar estresses, acidentes, prejuízos materiais e até mesmo óbitos. Analogamente, segundo George Bernard Shaw, dramaturgo e jornalista irlandês, o progresso é impossível sem mudança e aqueles que não conseguem mudar suas mentes, não conseguem mudar nada. Desse modo, infere-se que o passo inicial para a reversão do cenário citado, tem como foco a reeducação dos motoristas no trânsito.

A violência no trânsito brasileiro é, portanto, fruto da imprudência aliado à indiferença do governo frente aos irrefutáveis acontecimentos comuns em todo o país. Logo, com o fito de regularizar a situação descrita e trazer mudanças no âmbito comportamental, o Governo deverá implementar junto ao treinamento fornecido pelo Detran, aulas de “etiqueta” obrigatórias a todos os motoristas, com situações práticas, a fim de prepará-los psicologicamente frente a qualquer incidente e principalmente, evitá-los. Para isso, uma equipe de psicólogos e membros do Detran devem participar ativamente na preparação e aplicação de tais aulas, com a utilização de palestras, depoimentos reais e demontrações das possíveis fatalidades nas vias. Dessa forma, com tais medidas, espera-se uma eventual redução na violência do trânsito no Brasil e concomitantemente, fazer jus ao crescimento urbano que iniciou-se ainda no governo de JK.