Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 24/11/2020
Em 2010, o Ministério da Saúde elevou as mortes sofridas por motoristas de motos de “acidentes de trânsito” para a categoria “problema de saúde pública”, devido ao exponencial aumento de casos nos anos anteriores. Tal acontecimento é um reflexo do elevado número de violência de transito no Brasil, que acomete não só motocicletas, mas todos os tipos de automóveis, e que tem como causa principal a imprudência e o desrespeito às leis.
Primeiramente, deve-se citar que, de acordo com a Guarda Municipal de Itapetininga, em São Paulo, apenas 10% dos acidentes de trânsito não são causados pela imprudência de pelo menos um dos motoristas envolvidos no ocorrido. Atos como fazer manobras repentinas e atravessar o sinal amarelo em alta velocidade são dois dos principais motivos de acidentes automobilísticos no Brasil, o que mostra que a falta de consciência no trânsito acaba custando vidas.
Além disso, o alto desrespeito às leis também é responsável pelo número elevado da violência no trânsito no país. Desde 2010, devido ao assustador número de acidentes causados por embriaguês, o Ministério da Saúde foi, ano após ano, tornando a “Lei Seca” mais rigorosa, porém, o número de motoristas apreendidos dirigindo com alto teor alcoólico no sangue ainda é alto, o que mostra uma dificuldade da população em obedecer às leis de trânsito.
Portanto, ficou claro que a imprudência e o desrespeito às leis compactuam com a violência no trânsito. Para solucionar tais problemas, é necessário que o Estado vise conscientizar a população sobre atitudes no trânsito através de campanhas e debates envolvendo todas as camadas da sociedade, e que os órgaos máximos máximos responsáveis pelo trânsito nacional crie penas ainda mais rigorosas para os infratores, como a apreensão automática do veículo do motorista que esteja cometendo alguma irregularidade, para que assim possamos acabar com esse problema de saúde pública.