Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 25/11/2020
Segundo Aristóteles, a justiça é a virtude que se refere à organização de nosso relacionamento com as demais pessoas, ou seja, não se trata exatamente de fornecer a mesma coisa a todos, mas de dar a cada um aquilo que lhe é realmente necessário e isso seria o conceito de tratar a todos com igualdade de direito. Observa-se que, na atual realidade brasileira, não ocorre o cumprimento efetivo do significado do termo justiça, visto que a violência no trânsito do Brasil aumenta a cada dia. Nesse contexto, não há dúvidas de que a hostilidade ocorrida no trânsito é ocasionada pela negligência estatal e pela falta de cumprimento da lei por parte dos motoristas.
Inicialmente, a precária infraestrutura do trânsito em cidades brasileiras é causada pela falta de investimento governamental. Nesse sentindo, o processo de “Urbanização” no Brasil, com a expansão das indústrias e de maiores ofertas de trabalho gerando aumento populacional foi significativo nos centros urbanos, mas foi uma urbanização tardia, rápida e desordenada que resultou consequências negativas para o país até os dias atuais. Desse modo, a falta de investimentos em infraestruturas no tráfego gera acidentes de trânsito que podem levar o indivíduo a ficar com sequelas graves e ou permanentes, podendo inclusive levá-lo a óbito como já se tem registrado nas estatísticas. Ademais, medidas precisam ser tomadas para mitigar este problema.
Paralelo a isso, o não cumprimento da lei por parte dos motoristas aumenta o número de casos de violência no trânsito. Dessa forma, para Rousseau, viver em sociedade deturpa os bons valores, fazendo com que o indivíduo se torne corrupto. Dado o exposto, isso decorre do fato de que o Brasil não apresenta uma vigilância e a punição adequadas aos infratores, permitindo-lhes uma reincidência contínua de erros e equívocos. Portanto, se a questão da educação no trânsito não for trabalhada no Brasil, o Estado vai continuar a ter taxas elevadas de mortes decorrentes desta triste realidade.
É evidente, portanto, que propostas devem ser viabilizadas para extinguir a violência no trânsito. Cabe as Prefeituras, destinar mais verbas para investir no trânsito, como nas ruas e sinalizações, por meio do Plano Plurianual visando a equalização dos direitos de todos os cidadãos de possuir um tráfego adequado, com o objetivo de que as consequências negativas da “Urbanização” sejam minimizadas. Outrossim, ao Poder Público, fortalecer as políticas estaduais para enfrentamento dessa violência, capacitando os agentes de trânsito, por meio de palestras e cursos, e orientando os motoristas através de campanhas educativas e de fiscalização, com a perspectiva de que os cidadãos cumprem as leis, a fim de que a justiça de Aristóteles- tratar todos igualmente, faça parte do dia a dia dos cidadãos brasileiros.