Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 03/12/2020
Incontestavelmente o Brasil enfrenta uma epidemia de violência que se caracteriza notoriamente como problema de saúde pública, haja vista ser um país majoritariamente rodoviário e com inegável desequilíbrio entre os usuários desse meio de transporte. Desse modo, por questões sociais e culturais a violência no trânsito é uma problemática urgente.
Assim, desde o fordismo, o acesso ao transporte individual tornou-se popular, entretanto, acidentes no trânsito são hoje a terceira maior causa de mortes no mundo. A exemplo disso, o Brasil é o quinto país mais violento, segundo a OMS, o que denota problemas relacionados à uma cultura que normaliza, erroneamente, comportamentos nocivos quanto ao uso das rodovias. Desse modo, a infração de leis de trânsito somatizam um processo canceroso e extremamente nocivo à população, que sofre devido a insegurança que se define diante de tal instabilidade.
Além disso, o direito de ir e vir é impugnado à uma maioria que acaba refém da imprudência. Dessa maneira, é corriqueiro o uso indevido de álcool por condutores que, equivocadamente, normalizam essa pratica criminosa prevista pelo Detran, com agravante junto a lei seca, que configura infração gravíssima. Dessa forma, é inconcebível que esse comportamento endêmico permaneça um costume socialmente aceito, visto que é alimento para um câncer social.
Por conseguinte, a violência no transito no Brasil é uma consequência de práticas culturalmente permitidas, e que precisam ser revistas. Para tanto, o governo junto às escolas têm a urgência de convocar pais e alunos para debates, e realização de palestras que conscientizem a população a respeito da educação no transito, a fim de quebrar um ciclo de comportamentos equivocadamente normalizados na cultura brasileira. Outrossim, na reciclagem de CNH, o Detran junto à psicólogos, oriente o condutor, por meio de vídeos que exponham desfechos distintos diante de atitudes simples, como a gentileza, atenção e zelo. Assim, conquistando a cultura do respeito, a violência não será mais problema de saúde pública.