Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 27/11/2020
Com o progresso ocasionado pela tecnologia, procriou-se a facilidade nos aspectos locomotivos nas cidades, o que acarretou, principalmente, no desenvolvimento técnico-científico. Contudo, apesar das positividades, a contemporaneidade é marcada pela transgressão no trânsito, o qual se intensificou por conta do precário planejamento público. Dessa forma, evidencia-se que a violência contida na cultural, juntamente a falta de políticas afirmativas contribuem a essa problemática realidade.
Em primeiro plano, o comportamento hereditário da cultura brasileira adquiriu características baseadas na violência, visto que da assistência a continuidade de agressões em locais de locomoção veicular. Segundo Sérgio Buarque de Holanda, no Brasil, existe duas condições no homem, as quais se definem no trabalhador e aventureiro, sendo este uma tendência fundamentada em princípios lucrativos e individuais, o qual nega valores sociais, construindo-se baseado em violações éticas. Partindo dessa linha de pensamento, a situação violenta no trânsito é resultado do pensamento “aventureiro” da população, ou seja, inexiste afinidade em grande parte dos motoristas de trânsito muito por conta a transmissão comportamental na cultura. Isso corrobora a atitudes retrógradas no trânsito tornando-o contraproducente. Dessa maneira, tal adversidade poderia ter sua resolução, por exemplo, no incentivo educacional disponibilizado durante a formação de aquisiçãodo do documento veicular, já que a educação amplia valores comportamentais.
Ademais, é evidente que o deficitário planejamento de ruas e avenidas auxilia a permanência da violência no trânsito brasileiro, dado que, por exemplo, engarrafamentos e precariedades na infraestrutura pública reproduz tendências como o estresse e ansiedade no trânsito e, assim, reforça o surgimento de atuações negativas por parte dos cidadãos. Esse contratempo da mobilidade advém da omissão de programas urbanistas durante o século xx, o qual se efetivou o alto consumo de veículos, o que acarretou, hoje, no inchaço urbano devido à negligência governamental. Portanto, esse contexto transfigura-se em manifestações negativas - como problemas psicológicos- e, logo, assegura o surgimento de ações violentas.
Dessarte, necessita-se que medidas sejam tomadas, a fim de reduzir o contraste histórico e cultural do trânsito no Brasil. Primeiramente, o Ministério da Cidadania e governos estaduais, por meio de tributos, distribuam investimentos - dando acessibilidade administrativa a Estados- a instituições voltadas a pesquisa urbana, em conjunto a distribuição de materiais didáticos condizentes à violência no trânsito em escolas de formação de motoristas, com intuito de garantir a adequação da movimentação no trânsito. Desse modo, a mobilidade veicular irá alcançar o seu pleno exercício.