Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 27/11/2020
Segundo o artigo 6 da Constituição de 1988, a segurança é garantida ao cidadão. Entretanto, isto não condiz com a realidade brasileira, tendo em vista a violência no trânsito no país. Nesse sentido, é necessário um olhar crítico em virtude da imprudência dos motoristas e da normalização da brutalidade no trânsito por ela gerada.
Em primeiro plano, é mister se atentar a insensatez dos condutores de veículos. Em concordancia com o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade vive uma modernidade líquida, na qual as relações são instáveis. Essa instabilidade é perceptível quando ao desrespeitar as leis de trânsito, como: não usar cinto de segurança ou avançar um farol vermelho, não se pensa que um acidente envolve também a vida de outras pessoas.
Ademais, o problema cria terra fértil na banalização da agressividade nas estradas. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o 5º país mais violento no trânsito no mundo. Nessa perspectiva, observa-se que a trivialização de tal assunto faz com que ele ocorra diariamente sem que os indivíduos ou o Estado faça algo para impedi-lo. Ora, se uma questão tão importante é ignorada, entende-se o porquê de sua continuação.
Logo, medidas são primordiais para resolver o impasse. O Estado por meio do Conselho Nacional de Trânsito deve, através das grandes mídias, a exemplo: TV e redes sociais, promover propagandas mais sérias e realistas acerca da hostilidade ao dirigir e os acidentes e mortes que ela pode causar. Espera-se, assim gerar uma empatia e conscientizar sobre a violência no trânsito a diminuindo, e também driblar a liquidez das relações apresentada por Bauman.