Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 01/12/2020
“Mesmo que você não esteja portando uma arma, é bom não se esquecer que você está dirigindo uma”. A afirmação do colunista e ator, formado em letras, Gregório Duvivier, mostra o potencial negativo de um veículo, podendo inclusive ser comparado à uma arma de fogo. Assim, o Brasil vive uma verdadeira crise no quesito violência no trânsito. Portanto, nota-se que a falta de conscientização da população, além da falta de apoio estatal, são agravantes deste problema. Logo, esse cenário deve ser revertido para o bem-estar da população.
A priori, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmam que o país é o quinto mais violento no trânsito, tendo cerca de 150 mortos, todos os dias, por acidentes. Dessa forma, revela-se a falta de prudência por parte dos motoristas que, muitas vezes, não usam cinto de segurança, capacete ou não respeitam regras básicas da estrada. Ademais, tal imprudência resulta em um ciclo que, por fim, aumenta cada vez mais as mortes, como podemos presenciar, por exemplo, na franquia de filmes “velozes e Furiosos”, onde corridas ilegais, geralmente dentro de cidades, são feitas sem nenhum tipo de cuidado resultando em muitos acidentes.
Nesse âmbito, há falta de esforços por parte do governo, principalmente para investir em estrutura, como melhores pistas, sinalização adequada e fiscalização, aumentando o risco de quem usa meios de transportes. Dito isto, nota-se um problema nas prioridades estatais que, por vez, fragiliza a qualidade do trânsito para toda uma sociedade, resultando, nacionalmente, em um alto índice de mortes.
Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessa maneira, para que o transito seja seguro, urge que o governo por meio da integração entre os Ministérios da infraestrutura, economia e segurança pública, com uso de verbas governamentais, invistam na qualidade das estradas, além de criar políticas voltadas para a conscientização ao dirigir, garantido paz para todos, como já é previsto pela constituição, melhorando a perspectiva de vida da população no âmbito nacional. Por fim, fazendo de carros e motos não mais armas, como disse Gregorio Duvivier, e sim veículos.